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Contas do governo central melhoram em janeiro com superávit de R$ 86,9 bi

Despesas do governo central cresceram 2,9% em janeiro ante mesmo mês de 2025. Nessa conta já é descontada a inflação do período. No total, foram gastos R$ 185,885 ?bilhões em janeiro. A alta nos desembolsos na comparação com o mesmo mês de 2025 foi causada majoritariamente por elevações de R$ 4 bilhões em gastos previdenciários e de R$ 3,3 bilhões em despesas com pessoal.

Arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 325,751 bilhões. Foi o maior resultado mensal desde 2011, segundo dados da Receita Federal.

Dados fiscais do governo federal têm apresentado desempenho forte em meses de janeiro nos anos recentes. O saldo do mês passado foi o quarto maior da série histórica iniciada em 1997 pelo Tesouro, abaixo apenas dos meses de janeiro de 2022, 2023 e 2025, em dados que descontam a variação da inflação.

Imposto sobre Operações Financeiras ajuda arrecadação. Entre os destaques das receitas no mês passado estão um aumento de R$ 2,7 bilhões nos ganhos com IOF, que sofreu aumento de alíquotas no ano passado, e de R$ 3,9 bilhões na arrecadação de Imposto de Renda. Por outro lado, houve redução de R$1,4 bilhão na receita de Imposto de Importação.

No acumulado dos últimos 12 meses, o governo registrou um déficit de R$ 62,7 bilhões, equivalente a 0,47% do PIB. A meta de resultado primário para 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

Desempenho ficou pouco abaixo do esperado por maioria do mercado. O superávit de janeiro foi menor do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado positivo de R$ 89,350 bilhões, em estimativas do mercado iam de R$ 80 bilhões a R$ 114,6 bilhões. Na Reuters, analistas esperavam saldo positivo de R$ 88,8 bilhões no mês.

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