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Copa do Mundo 2026: 5 tecnologias da bola que ajudam o VAR

A Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026, vai contar com sensor de movimento, chip lateral e inteligência artificial para ajudar o VAR durante a competição. O modelo reúne ainda superfície com relevo para melhorar tanto o controle em campo quanto a precisão da arbitragem. Além da parte técnica, a bola traz design inspirado nos países-sede Estados Unidos, Canadá e México, com versões à venda no Brasil. O TechTudo te conta tudo sobre as cinco tecnologias da bola.

Criada pela Adidas, a Trionda é a evolução direta da Al Rihla, bola usada na Copa do Catar em 2022. A principal novidade está na forma como os dados gerados pela bola podem ser cruzados com o posicionamento dos atletas para acelerar as decisões da arbitragem. A seguir, entenda quais recursos fazem parte do modelo e por que eles podem mudar a análise dos lances mais disputados do Mundial.

 Divulgação / Adidas Trionda é a bola oficial da Copa do Mundo de 2026 e reúne sensor, IA e tecnologia conectada para auxiliar o VAR — Foto: Divulgação / Adidas
  1. O que é a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026
  2. Tecnologias da bola da Copa que vão ajudar a FIFA
  3. Sensor de movimento de 500 Hz
  4. Inteligência artificial no apoio ao VAR
  5. Chip posicionado nos painéis laterais
  6. Construção aerodinâmica de quatro painéis
  7. Ícones em relevo para melhorar a aderência
  8. Como sensor e IA ajudam o VAR na prática
  9. O que muda em relação à bola da Copa de 2022

1. O que é a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026

O nome já entrega bastante. Trionda faz referência a três ondas, uma alusão direta ao formato inédito desta Copa: pela primeira vez, três países dividem a sede do torneio. Estados Unidos, Canadá e México recebem os jogos entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, e a bola carrega essa história no próprio nome.

O visual segue a mesma lógica. As cores vermelho, verde e azul representam os três anfitriões, e cada país tem seu símbolo no design: a folha de bordo pelo Canadá, a águia pelo México e a estrela pelos Estados Unidos. Os acabamentos em dourado fecham o conjunto com uma referência ao troféu.

 Divulgação / Adidas Bola da Copa 2026 combina design inspirado nos países-sede com recursos de rastreamento, aerodinâmica e aderência em campo — Foto: Divulgação / Adidas

Mas a Trionda não é só visual. A versão oficial de jogo, chamada Trionda Pro, conta com sensor de movimento e recursos conectados para enviar dados ao VAR em tempo real. No Brasil, a linha tem versões mais acessíveis, mas a edição oficial com sensor pode chegar a R$ 999.

2. Tecnologias da bola da Copa que vão ajudar a FIFA

A Trionda não é apenas uma bola com visual novo. Ela foi desenvolvida para funcionar como parte do sistema de análise de jogo. Veja os cinco principais recursos do modelo.

  • Sensor de movimento de 500 Hz

A principal tecnologia da Trionda é o sensor de movimento de 500 Hz, que registra dados sobre deslocamento, impactos, contatos e mudanças de direção durante a partida, tudo enviado em tempo real para o sistema de arbitragem de vídeo. Na prática, o recurso é especialmente útil em lances de impedimento, onde saber o exato momento do toque na bola pode ser decisivo. Em jogadas rápidas, onde centímetros fazem diferença, esse dado complementa o que as câmeras mostram.

 Divulgação / Adidas Sensor de 500 Hz da Trionda registra movimentos, impactos e contatos da bola para apoiar análises do VAR durante a partida — Foto: Divulgação / Adidas
  • Inteligência artificial no apoio ao VAR

Os dados enviados pela bola podem ser combinados com informações de posicionamento dos jogadores em campo. Essa camada extra de análise é especialmente útil em lances de toque de mão, onde o contato pode ser rápido demais para as câmeras registrarem com clareza. A IA não substitui o árbitro. A decisão final continua sendo da arbitragem, mas com mais informações disponíveis para embasar o julgamento.

  • Chip posicionado nos painéis laterais

Na Trionda, o chip foi colocado em uma camada lateral de um dos quatro painéis, com contrabalanços distribuídos nos demais para manter o equilíbrio. A mudança resolve um desafio técnico importante: garantir que o sensor funcione sem alterar o peso, o voo ou a trajetória da bola. Passes, chutes, cruzamentos e defesas precisam se comportar exatamente como seriam sem o chip. A tecnologia não pode interferir no jogo que ela própria está monitorando.

 Divulgação / Adidas Trionda Pro conta com sensor de movimento embutido para enviar dados da bola ao sistema de arbitragem de vídeo em tempo real — Foto: Divulgação / Adidas
  • Construção aerodinâmica de quatro painéis

A Trionda tem construção de quatro painéis com geometria fluida e costuras mais profundas, pensadas para distribuir melhor o ar durante o movimento. O resultado é um voo mais estável, especialmente em chutes de longa distância, lançamentos e cruzamentos. Para goleiros e jogadores de linha, isso também importa. Quanto mais previsível for a trajetória da bola, mais fácil é ajustar o tempo de reação e o posicionamento.

  • Ícones em relevo para melhorar a aderência

Os símbolos em relevo da Trionda têm função além do visual. Eles melhoram a aderência da bola, especialmente em condições de umidade, facilitando o controle em dribles, passes, domínios e finalizações. Para goleiros, o encaixe fica mais seguro em jogos com chuva ou campo molhado. Os relevos aparecem junto aos símbolos dos países-sede, unindo design e desempenho no mesmo elemento.

 Divulgação / Adidas Costuras profundas e ícones em relevo ajudam a melhorar a estabilidade da bola no ar e a aderência em condições de umidade — Foto: Divulgação / Adidas

3. Como sensor e IA ajudam o VAR na prática

Imagine um lance de impedimento em que a diferença entre o atacante e o último defensor é de centímetros. Para fechar a jogada, o VAR precisa saber exatamente quando a bola foi tocada, e não apenas onde os jogadores estavam naquele instante. O sensor da Trionda entrega esse dado com precisão de 500 Hz, tornando a análise mais rápida e menos sujeita a interpretações.

Em lances de toque de mão, a lógica é parecida. Os dados de trajetória e impacto da bola ajudam a identificar se houve contato ou desvio, mesmo quando a imagem não é conclusiva. A tecnologia não decide o jogo. Ela dá ao árbitro uma base mais sólida para decidir.

 Getty Images Com as tecnologias de hoje, o famoso gol de mão de Maradona seria anulado — Foto: Getty Images

4. O que muda em relação à bola da Copa de 2022

A Al-Rihla já tinha introduzido o conceito de bola conectada no futebol. Ela funcionava bem para o sistema de impedimento semiautomático usado no Catar. Agora, a Trionda parte desse mesmo conceito, mas com ajustes que tornam a integração entre bola e arbitragem mais refinada. A mudança no posicionamento do sensor exigiu um trabalho de engenharia para manter o equilíbrio da bola, algo que não estava presente no modelo anterior.

Além disso, as melhorias aerodinâmicas e de superfície da Trionda ampliam o escopo da tecnologia: ela não serve apenas para a arbitragem, mas também para o desempenho dos jogadores em campo. No fim, a bola da Copa de 2026 vai além do símbolo do torneio. Ela funciona como um instrumento conectado, capaz de gerar dados que influenciam desde a arbitragem até a leitura tática de uma partida.

 Arte/TechTudo Al-Rihla e Trionda marcam uma nova era nas bolas de futebol — Foto: Arte/TechTudo

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