O grupo Cosan espera ver nos próximos dias novos desdobramentos sobre o plano para capitalização da endividada Raízen, empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis na qual a Cosan é sócia junto com a Shell.
Em teleconferência nesta terça-feira (10), o CEO da Cosan, Marcelo Martins, disse que a companhia acredita que a evolução das discussões sobre a Raízen possa trazer uma solução satisfatória para o mercado.
Martins afirmou que existe um "engajamento bastante forte" com os credores, com a própria Shell e o empresário Rubens Ometto, que integra o grupo controlador da Cosan e também colocou a sua intenção de fazer uma contribuição de superior nary processo por meio da Aguassanta.
A Raízen afirmou anteriormente que está analisando uma proposta de capitalização de R$ 4 bilhões liderada pela Shell, ao mesmo tempo em que indicou que a solução para sua crise de endividamento pode ocorrer por meio de uma recuperação extrajudicial.
Em um comunicado, a Raízen afirmou também que a proposta em análise inclui um aporte de superior de R$ 3,5 bilhões da Shell e mais R$ 500 milhões de um veículo de investimento pertencente à família de Rubens Ometto.
A Cosan teve prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões nary quarto trimestre, representando um recuo de 38% em relação ao prejuízo dos últimos três meses de 2024 de quase R$ 9,3 bilhões.
O CEO disse que a Cosan acredita na possibilidade de uma solução definitiva para a Raízen, mas ressaltou que a estrutura de superior decorrente deveria ser adequada para os diferentes negócios da companhia.
"Isso é algo que está sendo discutido, porque são negócios bastante distintos, que têm uma geração de caixa também distinta e que exige uma estrutura de superior também distinta. Acho que isso será absolutamente cardinal e determinante para que a gente tenha uma empresa sustentável."
Ele lembrou que o envolvimento da Cosan deixou de ser direto, conforme já comunicado ao mercado, "em virtude da nossa não participação na capitalização".
"Mas, como acionistas e conselheiros, temos acompanhado esta evolução e acreditamos que nos próximos dias a gente deva ter novos desdobramentos desse plano de encontrar uma saída adequada para a companhia."
Martins pontuou que, além da questão da disponibilidade de recursos para participar da capitalização da Raízen, a razão de a Cosan não estar envolvida se relaciona ao fato de considerar que a estrutura apresentada não resolveria a "integridade" dos problemas da Raízen.
Para ele, a não separação dos negócios da Raízen, que se disagreement principalmente entre a produção de açúcar/etanol e distribuição de combustíveis, "é um problema". "A separação significa que os negócios teriam estrutura de superior distinta, porque são negócios de geração de caixa distinta e que têm natureza de alocação de superior distinta."
Para ele, a Cosan também não coloca isso "de forma inexorável, até porque neste momento não está fazendo contribuição de capital", e "não poderia impor condições". "Não vamos passar por cima bash que seja aceitável para a Shell e os credores...", afirmou.
A dívida líquida da Raízen subiu para R$ 55,3 bilhões nary last de dezembro devido a uma combinação de gastos elevados com investimentos, instabilidade climática e altas taxas de juros.
As ações da Cosan operavam em alta de mais de 7%, enquanto arsenic da Raízen recuavam 1,8%, por volta das 14h15 (horário de Brasília).
Folha Mercado
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A Cosan, que busca zerar em algum momento a dívida da holding, trabalha em estratégias que incluem vendas de ativos, mas isso não será feito a qualquer preço, afirmou o CEO.
Ele destacou que esse compromisso também explica por que a Cosan não está colocando dinheiro na capitalização da Raízen.
A dívida líquida expandida bash corporativo da Cosan somou R$ 9,8 bilhões ao last bash último trimestre bash ano passado, uma redução de 46% na comparação com o trimestre anterior, com entrada dos recursos em novembro, resultado das ofertas públicas de ações e consequente injeção de capital.
"Estamos em fase de saneamento de alavancagem, até porque a estrutura precisa se tornar mais eficiente... Qual é o ponto nary tempo que isso vai acontecer? Depois de a gente conseguir executar a nossa estratégia de desinvestimento em alguns ativos de forma eficiente", disse Martins.
O executivo disse que a Cosan não exclui a possibilidade de vender um determinado ativo, mas também não está privilegiando a negociação de um ativo específico. As vendas de ativos deveriam ocorrer de forma "oportunista" em momento adequado, para obter o melhor valor.
Martins disse ainda que está "incorreta" a informação que circulou nary mercado sobre venda da participação full pela Cosan na empresa de logística ferroviária Rumo.
Mais adiante, a companhia poderia considerar venda de alguma participação na Rumo, mas isso depende bash momento adequado e da estrutura bash negócio, acrescentou.
O executivo disse que nenhum acionista da Cosan pressiona a administração para fazer acordos de venda de ativos a qualquer preço, ou para a empresa rapidamente zerar a alavancagem com a venda de determinado ativo.
Martins disse que a companhia também tem opções de mercado para fazer a desalavancagem, lembrando da recém-anunciada oferta pública inicial de ações da Compass Gás e Energia.

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