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CPI do INSS pede que Toffoli autorize ida de Vorcaro em jatinho com escolta de policiais legislativos

A CPI Mista do INSS pediu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, que autorize a ida do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para prestar depoimento ao colegiado, no próximo dia 26, em uma "aeronave particular dos seus defendentes".

O ofício, obtido pela Folha, foi assinado no último dia 3, pelo presidente da CPI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG). Ele argumentou que a medida seria em atendimento à indicação da defesa de Vorcaro e por "economia ao erário".

Ele também solicitou que agentes da Polícia Legislativa do Senado Federal realizem a escolta do ex-banqueiro ao longo de todo o trajeto de sua residência até as dependências do Congresso e, se conveniente for, que o ministro determine representantes da Polícia Federal para auxiliá-los.

A defesa de Vorcaro afirmou à CPI que o transporte do depoente em uma aeronave particular seria necessário por questões de segurança, para preservar a sua imagem e evitar tumultos em aeroportos com a sua presença.

Ainda não teria a definição de qual aeronave faria esse transporte, caso a medida seja autorizada por Toffoli. A defesa analisa se iria fretar algum jatinho ou se pediria algum emprestado, já que os de Vorcaro foram apreendidos pela Polícia Federal.

É a segunda vez que seus advogados fazem pedidos para transportar o dono do Master em jatinhos. A defesa também havia pedido que o ex-banqueiro voltasse em avião particular após a sua acareação com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, no dia 30 de dezembro. Na ocasião, Toffoli negou a requisição, afirmando que ele possuía casa em Brasília.

Vorcaro também teria sinalizado outras posturas no depoimento que fará à CPI do INSS, como restringir as suas respostas a questões sobre os descontos nas contas de aposentados e pensionistas e evitar temas que possam colocá-lo em conflito com políticos do PT ou integrantes do centrão.

Por ora, a intenção de Vorcaro é dizer que perguntas ligadas à relação dele com políticos, ou sobre a venda do Master para o BRB, fogem ao escopo da CPI.

A presença de Vorcaro na comissão vem sendo explorada por alguns integrantes da CPI como uma arma contra adversários políticos. A expectativa desses parlamentares era que ele desse recados que pudessem ampliar a tensão em Brasília.

A defesa do ex-banqueiro resistia à participação dele no colegiado, mas diante da pressão pela convocatória, sinalizou a Dias Toffoli que o ex-banqueiro estaria disposto a comparecer à CPI e falar.

Já o presidente do grupo disse que aceitou o adiamento do depoimento a pedido da defesa como um acordo para que os advogados não pedissem à Justiça para faltar à comissão. Também falou que ele já está protegido pela Constituição para ficar em silêncio sobre temas investigados.

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