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Desigualdade cresce, apesar de renda do brasileiro ser a maior da história

Outras fontes correspondem à renda de 27,1% da população. Apesar do leve recuo dos rendimentos a partir dos programas sociais do governo (de 9,2% para 9,1%), aumentaram as proporções daqueles com a renda associada à aposentadoria e pensão (de 13,5% para 13,8%), aluguel e arrendamento (de 1,8% para 1,9%), pensão alimentícia, doação e mesada (de 2,2% para 2,3%) e outros rendimentos (de 1,5% para 1,9%).

Ganhos com aposentadoria e pensão evoluem em ritmo mais lento. A progressão até o maior patamar da série histórica evoluiu de 11,7% para os atuais 13,8% desde 2012. Com o avanço, a população na condição é estimada em 29,3 milhões de pessoas, que têm rendimento estimado de R$ 2.697, valor 2,12% superior ao apurado em 2024 (R$ 2.641).

Renda associada aos programas sociais foi a única que caiu. O rendimento das pessoas que recebem algum benefício dos governos federal, estadual ou municipal passou de R$ 875 para R$ 870. Mesmo sendo a única variação anual negativa, o valor dos auxílios saltou 71,26% desde 2019, quando o rendimento dos beneficiários era de R$ 508.

Rendimento domiciliar por habitante também é o maior valor da série. No ano passado, houve crescimento de 6,89%, de R$ 2.118 para R$ 2.264 da renda per capita dos lares brasileiros. O recorde surge com a expansão de 18,9% desde 2019. Na comparação com 2012, ano inicial da pesquisa, o crescimento acumulado é de 27%.

Trabalhos respondem por três quartos do rendimento domiciliar. A renda mensal per capita originada de empregos representa 75,1% da composição dos ganhos médios mensais das residências. Entre as demais fontes, o destaque fica para a aposentadoria (16,4%), seguida pelos programas sociais (3,5%) e aluguéis e arrendamentos (2,1%).

Desigualdade em alta

Evolução dos rendimentos não impede aumento do Índice de Gini. Conhecido por apresentar a concentração de renda entre 0 (máxima igualdade) a 1 (máxima desigualdade), o indicador subiu de 0,487 para 0,491 no ano passado. Mesmo com a variação positiva, o índice segue em patamar abaixo dos valores de 2018 e 2019, anos que registraram o máximo da série histórica (0,506).

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