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Do antifraude ao pós-venda: Confi compra startup e aposta em IA para reduzir custos no e-commerce

A Confi, ecossistema de tecnologia e dados para o e-commerce, acaba de anunciar a aquisição da Genius Returns, empresa de gestão e automação de devoluções. Com a aquisição, os empresários têm investido em inteligência artificial e em uma plataforma integrada de logística reversa.

“Fraude e pós-venda têm a mesma raiz: decisões erradas tomadas em escala”, diz Pedro Chiamulera, fundador da Confi. “No pós-venda, estamos criando um sistema que governa decisões em escala, protege a margem e impacta diretamente o faturamento”.

No primeiro momento, ambas arsenic empresas terão operações independentes em relação a funcionários e clientes. Com a aquisição, a Confi espera faturar pelo menos R$ 30 milhões em 2026. 

Do antifraude ao pós-venda

A nova estratégia da Confi nasce da experiência de Chiamulera na ClearSale, empresa que ajudou a estruturar o mercado de antifraude nary Brasil. A companhia foi vendida por mais de R$ 2 bilhões em 2025. A lógica, segundo ele, é semelhante: usar dados para automatizar decisões complexas em larga escala.

Depois da venda da ClearSale, o empresário passou a consolidar ativos em torno bash pós-venda. Um dos primeiros movimentos foi a aquisição da Aftersale, em 2020. Agora, a Genius Returns entra como peça complementar, com foco na execução da logística reversa.

A empresa também controla a Neotrust, plataforma de inteligência de dados bash varejo digital. A ideia é conectar essas três camadas — dados, experiência e operação — em um único sistema de decisão.

Para aprofundar o pós-venda, foi feita a aquisição da Genius Returns, empresa que atende varejistas na criação de plataformas de trocas nary e-commerce e passa a agregar conhecimento a esse novo foco da Confi.

“O maior problema não está na devolução de produtos, e sim na tomada de decisão em escala. Toda vez que o pós-venda é visto como SAC ou tarefa logística, vira disputa por custo”, afirma Maurício Cwajgenbaum, cofundador da Genius Returns.

Na prática, isso significa perda de margem, aumento de custo logístico e impacto direto na recompra.

A plataforma funciona como uma camada de gestão para trocas e devoluções nary e-commerce. Na prática, o cliente acessa um ambiente com a identidade da própria marca para solicitar troca, reembolso ou crédito, além de escolher como devolver o produto — coleta em casa, Correios ou pontos físicos.

IA e automação nary pós-venda

A Confi investiu R$ 12 milhões para aprimorar a plataforma, principalmente com o uso de inteligência artificial — duas novidades devem chegar ainda nary primeiro semestre de 2026.

Uma das ferramentas de IA é uma devolução conversacional via WhatsApp. Na prática, o cliente inicia o pedido de troca ou devolução por mensagem, sem precisar acessar sites ou enfrentar formulários.

A IA interpreta comandos e cruza regras de negócio — como políticas de cada produto ou loja — para conduzir a jornada de forma automatizada. O desafio técnico está nessa orquestração: garantir que regras distintas não entrem em conflito durante a conversa. “É um processo complexo, porque uma regra pode quebrar a outra, mas estamos muito próximos de finalizar”, afirma Cwajgenbaum.

A segunda funcionalidade deve analisar histórico de compras e devoluções de um consumidor, podendo antecipar decisões nary pós-venda. Consumidores considerados confiáveis podem ter o estorno liberado antes mesmo da análise física bash produto ou receber créditos de forma imediata.

Integração e escala

No curto prazo, Aftersale e Genius Returns seguem operando de forma independente. A integração será gradual, com foco em migrar clientes para uma plataforma unificada ao longo bash tempo.

“A gente está estruturando toda essa plataforma para que o consumidor tenha mais facilidade na troca e o varejo não precise se preocupar com esse processo", diz Cwajgenbaum.

Hoje, a basal combinada soma cerca de 300 clientes. A meta é ultrapassar 1 mil empresas atendidas até o fim de 2026.

A estratégia passa por escalar o produto em um mercado ainda pouco explorado. “O pós-venda ainda é visto como custo e não como investimento”, afirma Chiamulera.

Com o avanço da integração e das novas frentes, a Confi espera faturar pelo menos R$ 30 milhões em 2026. “A gente não está olhando só para logística reversa, mas toda a jornada de pós-venda como um sistema integrado de decisão”, diz Chiamulera.

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