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Dólar abre em baixa, a R$ 5,06, com 'super quarta-feira' de juros no radar

Taxa de juros deve ser mantida nos Estados Unidos. Essa é a expectativa predominante entre agentes de mercados para a primeira reunião do Fed sob comando de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump. As apostas em retomada dos cortes perdeu força e há quem não descarte até um aumento dos juros, que foram mantidos estáveis na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano nos últimos três encontros de política monetária do banco central americano.

Não vejo o Fed com espaço para cortar juros, após a inflação americana subir a 4,2% em maio, a mais alta em três anos, e o mercado de trabalho seguindo firme. Isso significa dólar forte e fluxo de capital para emergentes em compressão. Felipe Pascowitch, economista e sócio fundador da By Capital

Juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo impacta economia brasileira. O fluxo de recursos externos para o Brasil tende a ser reduzido por um rendimento maior das aplicações nos títulos do governo americano. Nesse cenário, a menor oferta de dólar pode enfraquecer o real.

A combinação entre a queda do petróleo e a maior sensibilidade ao cenário político local limita um movimento mais consistente de apreciação da moeda brasileira. Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora

No Brasil, prevalece expectativa de terceiro corte seguido da Selic. Para a maior parte de profissionais e investidores de mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central vai reduzir a taxa básica de juros de 14,50% para 14,25% ao ano, repetindo os movimentos das duas últimas reuniões, em março e abril.

Ciclo de redução de juros pode ser interrompido no Brasil. Apesar da expectativa de nova redução da Selic nessa semana, parte dominante do mercado espera que o Copom sinalize a interrupção dos cortes dos juros para nos próximos encontros por causa do aumento do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 12 meses, que voltou a superar o teto da meta perseguida pelo Banco Central, e da piora das projeções de inflação para os próximos trimestres, incluindo 2027 e 2028.

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