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Dólar cai a R$ 5,00, e Ibovespa sobe mais de 1% mesmo com ameaça de tarifa

A medida pode aumentar a incerteza para empresas que exportam aos Estados Unidos. Dependendo da versão final da tarifa, setores industriais podem enfrentar perda de competitividade e custos adicionais para acessar o mercado americano.
Jackson Campos, especialista em comércio exterior

Bolsa tem dia de recuperação. Em alta desde a abertura, o Ibovespa subia 1,21%, aos 174.284 pontos, faltando 20 minutos para o fim da sessão.

Índice vinha de cinco pregões negativos. O Ibovespa caiu ontem, em uma sequência em que recuou 3,6%, para 172.197 pontos, menor patamar desde 21 de janeiro. A recuperação hoje é apoiada na valorização das ações de mineradoras.

Siderúrgicas são destaques entre ações em alta. Analistas apontam reação positiva do mercado após o governo dos Estados Unidos reduzir de 25% para 15% as cobranças de tarifas sobre a importação de equipamentos agrícolas, feitos com aço, cobre e alumínio, em decisão que também ampliou a lista de máquinas industriais que passam a pagar tarifas de 15%. Apresentaram alta as ações da CSN, da Usiminas e da CSN Mineração.

Para o investidor internacional, o problema não está apenas na tarifa em si, mas na possibilidade de o Brasil passar a ser visto como um mercado com maior incerteza regulatória e diplomática. Isso pode gerar uma postura mais seletiva em relação à Bolsa, aos fundos, ETFs e aos ativos de longo prazo.
Fábio Murad, economista e sócio da Ipê Avaliações

Petróleo mais caro

A cotação do petróleo voltou a subir. O contrato futuro do barril do tipo Brent, referência no mundo, com vencimento em agosto subiu 1,07%, para US$ 96. Já o petróleo WTI, referência nos EUA, para julho fechou em alta de 1,74%, a US$ 93,76 o barril.

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