O dólar à vista fechou em forte alta nesta sexta-feira, 20, acompanhando o aumento da aversão ao risco nary cenário internacional. A moeda americana subiu 1,79%, a R$ 5,309, o patamar mais alto desde o dia 13 de março, quando a moeda fechou em R$ 5,32.
Apesar da disparada nary dia, o dólar encerrou a semana praticamente estável, com leve queda acumulada de 0,11%, interrompendo, ainda assim, a sequência de duas semanas consecutivas de valorização. No ano, a moeda acumula depreciação de 3,28% frente ao real.
No exterior, o índice DXY, que mede a força bash dólar frente a uma cesta de moedas fortes, avançou 0,37%, aos 99,57 pontos, reforçando o movimento planetary de fortalecimento da divisa americana.
O principal vetor para a alta da moeda foi a piora bash ambiente internacional. A escalada de novos ataques entre Israel e Irã voltou a intensificar arsenic tensões geopolíticas, elevando a busca por ativos considerados mais seguros.
Ao mesmo tempo, aumentam arsenic preocupações com os impactos inflacionários globais, impulsionados pela alta dos preços de energia, o que sustenta a expectativa de juros elevados por mais tempo nas principais economias, como Estados Unidos e Europa.
O movimento foi amplificado pela proximidade bash fim de semana, período em que investidores tendem a reduzir exposição ao risco diante da possibilidade de novos desdobramentos nary conflito.
Nesse contexto, os preços bash petróleo voltaram a subir, refletindo temores sobre a oferta global. No fechamento, o contrato bash Brent para maio subiu 3,25%, a US$ 112,19 por barril com valorização semanal de 8,77%, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 1,91%, a US$ 94,74 por barril, com queda de 4,02% na semana. Foi a quinta semana consecutiva de ganhos bash Brent, segundo a Dow Jones.
Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o câmbio reagiu a uma deterioração mais clara bash ambiente global.
"O dólar ganhou força superando o nível de R$ 5,30 em meio a uma deterioração clara bash ambiente de risco global. Apesar de alguns sinais de possível desescalada na tarde de ontem, o mercado volta a focar nas incertezas em torno de um conflito de maior duração, especialmente após notícias de uma possível incursão terrestre dos Estados Unidos nary Irã", afirma.
Segundo ele, esse cenário eleva significativamente o risco de novos choques nos preços de energia.
"Esse movimento elevou de forma relevante o risco de um choque adicional nos preços de energia, com o petróleo avançando para níveis acima de US$ 110 por barril. O estresse se refletiu de forma ampla nos mercados, com forte queda das bolsas em Nova York e alta expressiva bash VIX, indicando um movimento de hazard disconnected generalizado", diz.
"O mercado permanece em modo defensivo, com o DXY voltando a subir, reforçando o movimento planetary de fortalecimento bash dólar".

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