1 dia atrás 1

Ela saiu do interior de Goiás, chegou ao ITA e lidera projetos com IA

Se não está em sala de aula, está nary laboratório. E, se não está em nenhum dos dois, provavelmente está estudando. Aos 23 anos, Narayane Ribeiro Medeiros cursa graduação e mestrado simultaneamente em engenharia aeroespacial nary ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), lidera pesquisas com satélites, participa de um grupo de robótica humanoide, dá aulas em cursinhos populares e já começa a rascunhar os próximos passos — que devem incluir um doutorado na China.

Hoje uma das poucas mulheres aprovadas nary ITA, Narayane percorreu um caminho improvável até o centro de excelência em tecnologia e defesa nary Brasil. Nascida em Valparaíso de Goiás, nary entorno bash Distrito Federal, ela descobriu o ITA aos 15 anos por acaso, durante uma visita a um field universitário. Desde então, mirou nary objetivo e fez uma promessa: “Se eu passar, vou levar outras pessoas comigo”.

A rotina, desde cedo, foi puxada. Acordava de madrugada para estudar para o vestibular antes de ir à escola e ainda dar conta das tarefas domésticas. Ganhou uma bolsa para concluir o ensino médio em Brasília, mas não passou nary ITA de primeira.

Em vez de desistir, usou suas aprovações em outras universidades para aplicar a cursinhos preparatórios populares nary país inteiro até conseguir uma bolsa integral em uma escola nary Ceará. Lá, passou um ano estudando em authorities intensivo até o email de aprovação nary ITA finalmente chegar.

Já como aluna da instituição, ela prestou serviço militar obrigatório por um ano, lidera a equipe de nanossatélites bash ITA e coordena pesquisas em montagem inteligente de aeronaves com apoio da Embraer e da Fapesp. No tempo livre (se é que sobra algum), dá aulas em cursinho voluntário para alunos de baixa renda e ajuda a ampliar o acesso à educação científica.

Narayane é uma das vencedoras bash Prêmio Protagonismo Universitário 2025, na categoria Sudeste. O reconhecimento veio com o projeto GeoPredict, que aplica inteligência artificial e processamento de imagens de satélite para prever impactos ambientais até 2050.

A solução foi finalista planetary do NASA Space Apps Challenge, entre mais de 10 mil inscritos. Mas o alcance vai além da pesquisa acadêmica: Narayane promoveu oficinas de educação climática para mais de 200 alunos da rede pública, e agora trabalha numa nova etapa bash projeto, que pretende mapear reservatórios hídricos nary semiárido brasileiro com sensores de radar.

A robótica, outra frente que ocupa seu radar, também integra seu horizonte de futuro. Ela atua nary grupo de pesquisa em robótica humanoide bash ITA e estuda seguir carreira científica na área. “A ideia é buscar um doutorado na China, com foco em inteligência artificial aplicada à robótica”, diz.

Longe dos holofotes das redes sociais, Narayane acredita em ciência como ferramenta de transformação, e não como título bonito pendurado na parede. “A gente cresce ouvindo que existe lugar que não é para a gente. Mas quando você se vê fazendo, entende que não tem volta. Ou você puxa outros com você, ou volta pra trás. E voltar não é uma opção.”

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro