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Em meio a cessar-fogo frágil, Israel volta a atacar o Líbano

De acordo com a agência de notícias estatal libanesa ANI, aviões de guerra israelenses realizaram um ataque contra a localidade de Kfar Tibnit, uma das áreas incluídas no aviso militar. A agência informou que houve relatos de vítimas, sem divulgar números ou detalhes adicionais.

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Horas antes dos bombardeios, o Exército de Israel emitiu uma ordem de evacuação urgente direcionada aos moradores de Mifdoun, Shaqra, Yahmar al‑Shaqif, Arnoun, Zawtar El‑Charkiyeh, Zawtar El‑Gharbiyeh e Kfar Tibnit. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI.

O comunicado, publicado em árabe, advertiu a população a se deslocar para uma distância mínima de um quilômetro das áreas indicadas, sob risco iminente.

Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI.

Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo.

O primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou essa posição ao afirmar que o Hezbollah estaria minando o acordo.

Em mensagem de vídeo transmitida durante a reunião semanal do gabinete, Netanyahu declarou que as ações do grupo “desmantelam efetivamente o cessar‑fogo” e reiterou que Israel fará “o que for necessário para restabelecer a segurança”. As informações foram divulgada pela RFI.

Os novos ataques aumentam o risco de uma escalada mais ampla na fronteira entre Israel e Líbano, em meio a acusações mútuas de descumprimento do cessar‑fogo, poucas semanas após o acordo entrar em vigor.

Prorrogação do cessar-fogo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington.

A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.

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