A tensão no país aumentou nas últimas semanas e se agravou no fim de semana após grupos rebeldes tomarem o controle de Damasco. O ditador Bashar al-Assad, que estava no poder havia mais de 20 anos, ganhou refúgio na Rússia.
Nesse cenário, e diante do relato de que embaixadas passaram a ser atacadas na Síria, o governo brasileiro decidiu retirar o corpo diplomático de Damasco.
O grupo se deslocou por transporte terrestre em direção ao Líbano, país vizinho, e a informação é de que já cruzou a fronteira.
A orientação do Ministério das Relações Exteriores é que o grupo aguarde no país vizinho que a situação na Síria se estabilize e seja garantida a segurança dos funcionários.
“Várias embaixadas em processo de evacuação até a situação de segurança se estabilizar, inclusive a nossa. Houve alguns incidentes envolvendo embaixadas no final de semana, a nossa não foi afetada, mas a situação das ruas ainda está instável“, afirmou à GloboNews de forma reservada um diplomata a par da operação de retirada dos funcionários da embaixada em Damasco.
Por ora, o governo não considera o fechamento da embaixada em Damasco. Enquanto o corpo diplomático estiver no Líbano, a representação brasileira poderá ser conduzida por um funcionário administrativo, por exemplo.
“Assim que governo transitório assumir a responsabilidade pela situação na Síria e a ordem e a segurança forem restabelecidas em Damasco, o embaixador André Luiz Azevedo dos Santos deverá retornar do Líbano para a capital síria”, informou o Ministério das Relações Exteriores.
O Itamaraty divulgou um alerta consular com orientações aos cerca de 3,5 mil brasileiros que vivem atualmente na Síria – país que enfrenta uma escalada de tensões desde o fim de semana.
O documento inclui uma orientação para que os brasileiros interessados em deixar o país façam a viagem por meios próprios. Ou seja, sem aguardar medidas do Itamaraty.
Diplomatas ouvidos pela GloboNewsafirmam que, neste momento, o governo Luiz Inácio Lula da Silva ainda não prepara uma ação de repatriação desses cidadãos brasileiros na Síria.
Segundo eles, ainda "não houve demanda expressiva, até o momento", para justificar o envio de um voo da Força Aérea Brasileira, por exemplo – como aconteceu no ano passado em Israel e na Palestina e, mais recentemente, no Líbano.
Mesmo assim, diplomatas afirmam que a medida não pode ser descartada neste momento – porque a demanda pode mudar.

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1 ano atrás
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