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EUA ampliam uso de terapia que pode atrasar diabetes tipo 1 para crianças a partir de 1 ano

Os Estados Unidos autorizaram o uso de uma terapia que pode atrasar o desenvolvimento da diabetes tipo 1 em crianças a partir de 1 ano de idade. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (22), amplia a indicação do tratamento Tzield, que até então era restrito a pacientes a partir de 8 anos.

A aprovação foi concedida pela agência reguladora norte-americana, a Food and Drug Administration (FDA), e marca um avanço na tentativa de intervir mais cedo no curso da doença, que ainda não tem cura.

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Como funciona o tratamento

O Tzield não impede o surgimento da diabetes tipo 1, mas atua para desacelerar sua progressão. O medicamento age sobre o sistema imunológico, reduzindo o ataque às células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

Ele é indicado em um estágio inicial da doença —quando a diabetes já pode ser detectado por exames, mas ainda não há sintomas evidentes. Essa fase, conhecida como estágio 2, antecede o momento em que o paciente passa a precisar de aplicações de insulina para controlar a glicemia.

Segundo a farmacêutica Sanofi, responsável pelo tratamento, a ampliação do uso reforça a importância de agir precocemente para preservar a função pancreática pelo maior tempo possível.

Impacto relevante em crianças mais novas

Especialistas destacam que a mudança pode ter impacto especialmente relevante em crianças mais novas, que costumam apresentar evolução mais rápida e imprevisível da diabetes tipo 1.

A pediatra Kimber Simmons, do Barbara Davis Center, nos Estados Unidos, afirma que esse grupo está entre os de maior risco de progressão acelerada da doença — o que aumenta a importância de intervenções antecipadas.

Na Europa, o mesmo tratamento foi aprovado em janeiro, mas segue autorizado apenas para pacientes a partir de 8 anos.

Mercado e estratégia da farmacêutica

A aposta no medicamento faz parte de uma estratégia mais ampla da Sanofi para fortalecer sua atuação em doenças imunológicas e metabólicas. Em 2023, a empresa adquiriu a biotech americana Provention Bio por cerca de US$ 2,9 bilhões (R$ 14,5 bilhões), incorporando o desenvolvimento da terapia.

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