A informação surge em meio a relatos da imprensa internacional de que o presidente Donald Trump analisa uma possível operação terrestre no Irã. Entre os alvos cogitados estão a ilha de Kharg, estratégica para o petróleo iraniano, e a costa do país.
Segundo o WSJ, o envio ampliaria as opções militares disponíveis para Trump. Ao mesmo tempo, o presidente afirma que negocia um acordo com o Irã e deu um prazo adicional de 10 dias antes de autorizar ataques contra usinas de energia iranianas.
Caso o Pentágono confirme a medida, os militares se somariam a outros 5 mil fuzileiros navais e a milhares de paraquedistas já enviados ao Oriente Médio. O plano também inclui o envio de veículos blindados.
A reportagem diz ainda que não está claro para qual local as forças seriam deslocadas. Segundo o jornal, os soldados devem ficar posicionados a uma distância que permita eventual ataque ao Irã, incluindo a ilha de Kharg.
O presidente dos EUA, Donald Trump, observa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington. — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters
Trump anunciou nesta quinta-feira, pela segunda vez, a ampliação do adiamento de possíveis ataques contra usinas de energia do Irã.
Agora, em uma rede social, Trump informou que a medida valerá por mais 10 dias, até 6 de abril. Ele disse ainda que as negociações entre os dois países “estão indo muito bem”.
O presidente afirmou ainda que a decisão foi tomada após um pedido do governo iraniano. Mediadores, no entanto, disseram ao jornal Wall Street Journal que o Irã não pediu nenhum novo prazo.
Mais cedo, nesta quinta-feira, Trump disse não ter mais certeza de que quer um acordo com o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio e afirmou que Teerã está desesperado por negociações.
Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos enviaram nesta semana um plano de 15 pontos para encerrar a guerra. O documento inclui condições sobre armas e o enriquecimento de urânio. Veja alguns termos:
- o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares;
- a limitação do alcance e da quantidade de mísseis;
- a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
- o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
- a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
O Irã disse que rejeitou a proposta e chamou o plano de "excessivo e desconectado da realidade". Teerã afirmou ainda que Trump não ditará o fim do conflito.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quarta-feira (25) que os Estados Unidos "reconhecem a derrota" ao falar sobre negociações neste momento. Segundo ele, o que existe atualmente são apenas conversas indiretas.

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