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Ex-auxiliar de serviços gerais cria rede pet e fatura R$ 1,5 milhão

É natural o crescimento das empresas do setor. Segundo Ramos, é natural uma empresa desse segmento crescer oferecendo outros serviços para fidelizar os clientes. "Uma empresa começa com um serviço e vai incluindo outros no portfólio. É um efeito cascata das necessidades apresentadas pela clientela. É entender para poder atender", declara.

O tutor de pet não compra necessariamente uma tosa ou um banho. Ele compra confiança, cuidado, conveniência. E a Tio Edy Pet Care vem fazendo isso com muito sucesso.
Marco Ramos, consultor de negócios do Sebrae-SP

Marca pode explorar outras formas de receita. O consultor diz que uma tendência do setor é criar nichos dentro do que já é oferecido. "Por exemplo, as rações de pets ocupam espaço grande no varejo, mas agora têm surgido rações mais segmentadas, para tipos específicos de pets. Isso são nichos dentro do mercado", afirma. Segundo ele, para gerar mais receita, a Tio Edy Pet Care pode apostar nessa diversificação, com produtos de marca própria e serviços diferentes, como plano de assinatura para sua carteira de clientes recorrentes. Isso traz uma projeção garantida de receita e fidelização da clientela", afirma.

Franquia pode dar escalabilidade à marca. Para Ramos, a Tio Edy Pet Care já tem a "receita do bolo". "Agora, essa receita pode ser compartilhada para dar escala à marca. Afinal, a empresa está replicando um modelo de negócio já testado", afirma.

Mas expandir traz desafios. Um deles, diz o consultor, é escolher bem o perfil dos franqueados. Segundo Ramos, outro desafio é ter suporte operacional para um crescimento rápido da marca. "Se ele exponenciar isso, precisa garantir padronização dos serviços e qualidade de tudo que é ofertado na rede, desde o atendimento e abordagem até higiene e procedimentos corretos. Se isso não for monitorado, pode colocar sua marca em risco. Por isso, é crucial treinar e monitorar as franquias para que executem tudo de acordo com o que a empresa traçou", afirma.

Inovação e alinhamento dos "pês". Ramos diz que, para se destacar dos concorrentes, a empresa precisa inovar sempre, trazer novidades e alinhar os quatro Ps. Segundo ele, além do P de preço, uma marca precisa de outros Ps: o P de praça (presença no mercado), o P do produto (qualidade) e o P da promoção (este colocado em prática eventualmente para alavancar recursos). "Esses quatro Ps precisam estar presentes na gestão de uma empresa. Muitas vezes, uma empresa fica míope se depender de apenas um dos Ps. Todos têm que estar alinhados, para que as tomadas de decisão sejam assertivas", declara.

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