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Ex-presidente sul-coreano é condenado a 7 anos por obstrução de Justiça

As acusações incluem obstruir investigadores que tentavam executar um mandado de prisão desde sua breve declaração de lei marcial em 2024.

O Tribunal Superior de Seul proferiu a decisão em uma audiência televisionada, sendo o primeiro veredito de uma divisão especial criada para lidar com casos ligados à tentativa de Yoon de impor lei marcial em dezembro de 2024, segundo a agência de notícias Reuters.

A defesa de Yoon, que já está preso desde julho de 2025, afirmou que irá recorrer da decisão.

Ex-presidente sul-coreano é condenado à prisão perpétua por liderar insurreição

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Em fevereiro deste ano, Yoon Suk Yeol foi à prisão perpétua por golpe de Estado. A Justiça considerou Yoon culpado por liderar uma insurreição na declaração de lei marcial que mergulhou o país em uma crise política.

A promotoria pedia pena de morte para o caso, sob o argumento de que Yoon merecia a punição porque não demonstrou "remorso" por ações que ameaçaram a "ordem constitucional e a democracia".

Mesmo se fosse aceita a pena de morte, era altamente improvável que a sentença fosse executada, já que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997.

O ex-líder alega que a declaração da lei marcial foi um exercício legal de sua autoridade presidencial.

Durante os julgamentos, ele insistiu que "o exercício dos poderes constitucionais de emergência de um presidente para proteger a nação e manter a ordem constitucional não pode ser considerado um ato de insurreição".

Yoon acusa o então partido da oposição de ter imposto uma "ditadura inconstitucional" ao controlar o Legislativo.

Em sua opinião, "não havia outra opção a não ser despertar o povo, que é soberano".

A defesa do ex-presidente afirmou que a decisão "apenas confirmou um roteiro pré-escrito" e que "não é baseada em evidências no caso". O advogado disse que irá discutir com Yoon se deve recorrer à decisão.

Em janeiro, Yeol foi condenado a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da justiça.

A condenação foi o desfecho do primeiro de oito julgamentos criminais aos quais Yoon responde na Justiça sul-coreana — o ex-presidente foi acusado de tentativa de golpe ao impor a lei marcial na Coreia do Sul em dezembro de 2024 (relembre abaixo).

A sentença é menor do que os dez anos de prisão solicitados pela Promotoria contra o ex-líder conservador de 65 anos, cuja tentativa de golpe contra o Parlamento mergulhou o país em uma crise política que levou à sua destituição do cargo.

O ex-presidente foi considerado culpado por não seguir o devido processo legal antes de declarar a lei marcial e por outros crimes relacionados à obstrução de Justiça. São eles:

  • Excluir funcionários do governo de uma reunião sobre os preparativos para a imposição da lei marcial;
  • Fabricar um documento oficial relacionado à declaração da lei marcial;
  • Impedir que investigadores o prendessem, escondendo-se por semanas na residência oficial sob proteção de sua guarda pessoal;
  • Destruir possíveis provas criminais ao ordenar a eliminação de registros telefônicos oficiais.
"Apesar de ter o dever, acima de todos os outros, de defender a Constituição e observar o Estado de Direito como presidente, o réu demonstrou uma atitude que desrespeitou a Constituição. (...) A culpabilidade do réu é extremamente grave", disse o juiz Baek Dae-hyun. O juiz acrescentou, no entanto, que Yoon não foi considerado culpado de falsificação de documentos oficiais devido à falta de provas.

Presidente da Coreia do Sul decreta lei marcial; entenda o termo

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Em audiências do Tribunal Constitucional sul-coreano, Yoon e seus advogados argumentaram que ele nunca teve a intenção de impor totalmente a lei marcial, mas apenas pretendia que as medidas fossem um aviso para quebrar o impasse político.

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