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Fazenda vê margem para acelerar corte de juros com petróleo a US$ 80

Fazenda prevê retirar as subvenções aos combustíveis se o petróleo continuar em nível baixo
Fazenda prevê retirar as subvenções aos combustíveis se o petróleo continuar em nível baixo Imagem: Adriano Machado/Reuters

O acordo entre Estados Unidos e Irã para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Hormuz muda o cenário para inflação e política monetária no Brasil, na visão de interlocutores do Ministério da Fazenda. "Minha avaliação é que amanhã o Copom vai dar o 0.25 ponto percentual (de corte) e reforçar a dependência de dados futuros para balizar os próximos passos. Se de fato estabilizar o petróleo, veremos um reversão persistente nas expectativas de inflação de 2026, 2027 e 2028, criando condições para, em agosto, o BC até passar a 0.50 pp de queda", diz um alto assessor do ministro Dario Durigan.

No ministério do Planejamento, a distensão do cenário internacional também é visto como fator de alívio, mas com a ponderação de que ainda é preciso ver para onde vai o preço do petróleo. No início da manhã desta terça-feira, o barril do tipo Brent - referência mundial - era negociado próximo aos US$81. Na véspera do conflito no Irã, em 28 de fevereiro, a cotação era de US$72,48. Nos piores momentos da guerra, bateu US$118.

A Fazenda prevê ainda retirar as subvenções aos combustíveis - diesel, gasolina, etanol e querosene de aviação - que expiram em 31 de julho, se o petróleo continuar nesse nível.

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