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Fim das declarações do IR pode facilitar sonegação, dizem especialistas

Declarações pré-preenchidas ganharam espaço nos últimos anos. A fala de Durigan prevê que o avanço do modelo alcance todos os contribuintes. Para este ano, a expectativa do Fisco é de que 60% das entregas sejam realizadas a partir das pré-preenchidas. Em 2025, o recurso foi utilizado em 50,9% dos 46,8 milhões de documentos entregues.

Esperança levantada pelo ministro permanece distante da realidade. A proposta de reduzir a burocracia na hora de declarar o IR é bem avaliada, mas ela ainda depende de uma reestruturação do Fisco. "Para a Receita sistematizar isso, ela vai ter que criar mecanismos de cruzamento que hoje ela não tem", afirma Richard Domingos, diretor-executivo da Confirp Contabilidade.

Esse desejo não é uma missão impossível para a grande maioria dos contribuintes, que tem poucas fontes de renda e poucas despesas. O governo só precisaria intensificar o sistema de cruzamento de informações, mas conseguir abranger 100% dos contribuintes é uma tarefa de curto prazo bem mais complicada.
Richard Domingos

Desafios

Receita ainda não garante a veracidade das informações apresentadas. As declarações exportadas automaticamente ainda dependem da confirmação dos dados interceptados, o que afasta o modelo de toda a população. "As informações pré-preenchidas ainda vêm com muitas divergências e, por isso, a Receita alerta para que elas sejam conferidas e validadas", avalia Tiago Slavov, professor de contabilidade da Fecap/ (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).

Na visão da Receita Federal, os dados que ela interceptou são corretos e exige que o contribuinte prove eventuais divergências. Por trás da fala do ministro, existe uma inversão de prova, porque a qualidade da pré-preenchida não é tão grande a ponto de imaginarmos uma substituição plena do sistema.
Tiago Slavov

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