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Governo de MG tem parceria de R$ 237 mi com entidade fundada por alvo de operação contra o PCC

O Governo de Minas Gerais firmou, via licitação, uma parceria com uma entidade fundada por um empresário preso sob suspeita de lavar dinheiro com uma fintech ligada a um membro do PCC.

O termo de parceria foi firmado em 17 de março deste ano, ainda na gestão Romeu Zema (Novo), com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) e tem valor previsto de R$ 237,6 milhões em dois anos.

A entidade foi fundada por Adair Meira, preso no mês passado de forma temporária, por 30 dias, por suspeita de lavagem de dinheiro com uma fintech ligada à facção. Ele também foi apontado pela Polícia Civil paulista como interlocutor do grupo em Brasília.

Como mostrou a coluna na semana passada, a mesma organização venceu um chamamento público do Governo de Goiás para gerir um programa que busca inserir jovens no mercado de trabalho e pode movimentar R$ 2 bilhões. Meira é também apontado como proprietário de outras empresas no estado.

Em Minas, o programa alvo da contratação é o Evolução Jovem, que busca facilitar o ingresso de 10.000 estudantes da rede estadual no mercado de trabalho, por meio de contratações em órgãos públicos. O programa foi recém-lançado pela gestão Mateus Simões (PSD), que sucedeu Zema no cargo.

Procurado, o Governo de Minas afirmou que o termo de parceria seguiu os trâmites legais e que não há decisão judicial ou administrativa que impeça a manutenção da parceria.

A gestão disse que eventuais desdobramentos serão analisados pelos órgãos competentes, dentro do devido processo legal.

O acordo previa um primeiro pagamento de R$ 19 milhões em março de 2026, mas o valor ainda não foi depositado, conforme a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), pasta responsável pelo programa.

A Renapsi afirmou que não é objeto da investigação e que Adair Meira não ocupa cargos de gestão ou mantém vínculo administrativo com a organização.

A Polícia Civil, porém, afirma que o empresário é o "real dono" da Renapsi, que foi usada para pagamento de boletos para a fintech 4TBank, criada por um membro do PCC.

Segundo as investigações, parte desses valores pagos era transferida para outras empresas de Meira e outra quantia era repassada em espécie para o empresário. Os recursos chegaram a ser transportados por meio de um helicóptero.

Procurada, a defesa de Adair Meira disse que a prisão do empresário ocorreu em investigação ainda em curso e que as acusações serão esclarecidas no processo. Também afirmou que Adair Mei não integra os quadros diretivos, administrativos ou operacionais da Renapsi.

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