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Governo dos EUA monitora delegação do Irã na Copa de olho em infiltrados da Guarda Revolucionária, diz Rubio

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a legisladores na terça-feira (2) que os Estados Unidos não permitirão que iranianos com ligações à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) se infiltrem na delegação do país para participar da Copa do Mundo de 2026, que começa este mês.

A seleção iraniana disputará partidas nos Estados Unidos, mas ficará sediada no México durante o torneio.

Apesar da guerra que os EUA e Israel lançaram contra o Irã no final de fevereiro, Rubio afirmou que Washington não tem "nenhum problema" com a entrada da seleção iraniana e de sua comissão técnica no país.

"O que não vamos permitir é que eles incorporem à delegação um grupo de pessoas que sabemos não ter nenhuma relação com atletismo e que possuem vínculos com a IRGC ou coisas do gênero. Portanto, vamos monitorar isso muito de perto", disse Rubio em uma audiência na Comissão da Câmara dos Representantes.

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Jogadores do Irã já serviram à Guarda Revolucionária

Para participar da Copa do Mundo de 2026, a seleção do Irã fez uma série de exigencias — entre elas, a concessão de vistos americanos para dois ex-integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

Tanto o atacante iraniano Mehdi Taremi quanto o defensor Ehsan Hajsafi já tiveram que cumprir serviço militar na IRGC.

Taremi, que é tido como a principal esperança de gols da seleção iraniana, serviu na Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, em Bushehr, sua cidade natal, entre 2010 e 2012.

O serviço militar é obrigatório no Irã. Jogadores de futebol nascidos no país, porém, podem ingressar em times afiliados aos militares por meio de isenções esportivas, como o Malavan Anzali e o Fajr Sepasi. Taremi e Hajsafi, no entanto, seguiram um caminho diferente.

O serviço militar cumprido fora do ambiente protegido dos clubes ligados às Forças Armadas passou a ameaçar a participação deles na Copa do Mundo.

Isso acontece porque o Departamento de Estado dos EUA impõe restrições rigorosas a indivíduos com ligações com organizações classificadas pelo país como terroristas estrangeiras. A lista inclui a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

“Todos os jogadores e membros da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica ou IRGC, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber vistos sem qualquer problema”, disse o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj.

*Com informações da Reuters.

Seleção do Irã. — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency)

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