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Governo vê margem para redução de taxas, mas diz que Pix é inegociável

Por isso, adiantam auxiliares, tudo está na mesa para negociação, menos o Pix. Membros do governo Lula defendem a ferramenta como "patrimônio brasileiro", já indispensável no cotidiano nacional, e não veem margem de fazer mudanças na legislação em prol de beneficiar empresas de pagamento estrangeiras —o relatório que propôs as tarifas diz que o mecanismo gera prejuízo a empresas norte-americanas.

As estratégias estão sendo debatidas neste momento. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ex-ministro do Comércio e Indústria, que coordenou os debates sobre o tarifaço no ano passado, recebe hoje o novo ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para debater o assunto.

A possível investida contra o Pix já estava no radar do governo brasileiro. A classificação foi feita pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), por meio de uma investigação aberta em julho de 2025 e, desde então, o Pix tem sido alvo de discursos do presidente Donald Trump.

Ainda assim, a proposta não deixa de causar incômodo. O anúncio se dá quase um mês depois do encontro entre o presidente Lula e Trump na Casa Branca, quando foi prometido um grupo bilateral de trabalho para tentar chegar à resolução dos entraves em 30 dias. Desde então, só houve uma reunião e, para desgosto do governo brasileiro, foi proposto um aumento, não diminuição.

Lula tem respondido com defesas públicas ao Pix. Sempre que trata do assunto, rejeita a "interferência de governos estrangeiros em assuntos internos", repetindo o discurso de soberania nacional adotado após o anúncio do primeiro tarifaço, em agosto.

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