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Israel aprova lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques letais

Com a decisão, tomada pelo Parlamento israelense, a sentença agora será padrão nos julgamentos em tribunais militares para casos classificados como "atos de terrorismo".

Uma das principais promessas de campanha de políticos de extrema-direita, o projeto de lei passou com 62 votos a favor e 48 contra, impulsionada pelo ministro da Segurança Nacional de extrema direita, Itamar Ben Gvir. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, votou a favor.

Após a aprovação, grupos de defesas de direitos humanos de Israel e de países europeus condenaram a proposta. Um grupo israelense anunciou que entrou com uma petição na Suprema Corte do país.

"A Associação para os Direitos Civis em Israel apresentou hoje uma petição ao Supremo Tribunal de Justiça, exigindo a anulação da Lei da Pena de Morte para Terroristas, promulgada pelo Knesset hoje, 30 de março de 2026", afirmou o grupo.

Grupos de direitos humanos contestam Israel

Ativistas de extrema direita protestam do lado de fora da prisão de Sde Teiman, em Israel, contra a detenção de cinco soldados acusados de abusar sexualmente de prisioneiro palestino, em 29 de julho de 2024 — Foto: Jill Gralow/Arquivo

No começo do mês, outra decisão tomada por Israel foi contestada por grupos de direitos humanos.

A decisão encerrou um caso que dividiu profundamente o país desde a prisão dos soldados em julho de 2024, após o episódio ocorrido na notória prisão militar de Sde Teiman.

A detenção dos soldados israelenses provocou a ira de membros do governo de extrema direita e de ultranacionalistas radicais, que invadiram violentamente a prisão em protesto.

Sde Teiman foi criada após 7 de outubro de 2023, perto de Beersheba, no deserto do Neguev, para abrigar palestinos detidos em Gaza durante a guerra de Israel contra o grupo militante Hamas.

A instalação secreta rapidamente ganhou notoriedade à medida que funcionários e palestinos libertados da detenção descreviam cenas de abuso e tortura. Essas alegações ganharam força depois que a imprensa israelense exibiu um vídeo vazado que mostrava soldados agredindo sexualmente um prisioneiro palestino.

Os soldados foram acusados ​​de arrastar o palestino pelo chão, eletrocutá-lo com uma arma de choque e agredi-lo sexualmente, esfaqueando-o no reto e causando-lhe múltiplos ferimentos, segundo a acusação. Ele foi levado a um hospital israelense com costelas fraturadas e traumatismo contuso no abdômen e no tórax, e passou por uma cirurgia para tratar uma perfuração retal antes de retornar à prisão.

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