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Juiz acusado por Cafu de beneficiar leiloeiro pede afastamento de ação

O juiz Bruno Paes Straforini, da 1ª Vara Cível de Barueri, pediu afastamento do processo que levou a leilão uma mansão do ex-jogador Cafu, em outubro de 2024. Straforini é acusado por Cafu de beneficiar de maneira indevida o leiloeiro da propriedade.

O imóvel, leiloado para o pagamento de dívidas, foi vendido em outubro de 2024 por R$ 20 milhões, mas Cafu alega que valeria o dobro disso e busca anular o negócio.

O ex-lateral da seleção brasileira ingressou com ação no STJ (Superior Tribunal de Justiça), conforme revelou o Painel em dezembro de 2025, dizendo que foi prejudicado pelo magistrado, que escolheu Denys Pyerre de Oliveira como leiloeiro da casa, localizada num condomínio fechado em Alphaville (SP).

Segundo os advogados de Cafu, o juiz comprou do pregoeiro um utilitário Volvo, em julho de 2021, e outro veículo da mesma marca em fevereiro de 2025. Os valores não foram divulgados.

No pedido de afastamento, a defesa do ex-jogador listou o fato de o juiz ter nomeado Oliveira em pelo menos 52 processos e de ter mantido o leiloeiro na causa de Cafu mesmo depois de as partes terem concordado com a indicação de outro profissional, que receberia uma comissão menos onerosa.

"Estes peticionantes tomaram conhecimento sobre matérias jornalísticas veiculadas recentemente as quais constataram a relação pessoal existente entre este Magistrado e o leiloeiro sempre indicado por Vossa Excelência, Denys Pyerre", escreveu a defesa de Cafu, em referência a reportagem publicada no Painel.

O Painel não localizou o juiz até a publicação desta nota.

Em dezembro, Straforini havia dito que os dois veículos "foram adquiridos com grande intervalo de tempo através de contratos regularmente firmados e mediante o devido pagamento dos valores devidos, como atesta a documentação bancária pertinente, não havendo qualquer ilegalidade ou negociação escusa no caso".

O juiz também disse que vinha sendo alvo de uma "campanha difamatória oportunista e orquestrada, promovida por concorrentes e por partes que, irresignadas com a perda de bens em processos judiciais legítimos, buscam macular sua reputação".

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