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Kassab deixa secretariado da gestão Tarcísio para se dedicar às eleições

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou na tarde desta quarta-feira (25) que deixou a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) para se dedicar às eleições. Kassab ocupava a Secretaria de Governo desde janeiro de 2023.

"Diante das intensas atividades nos campos partidário e eleitoral que se apresentam no calendário político de 2026, com eleições para presidente, governadores, senadores e deputados em outubro, a minha atuação como secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo torna-se incompatível com minha atividade política e eleitoral neste período", escreveu nas redes sociais.

Como mostrou a Folha, a relação de Tarcísio e Kassab passou por desgaste no início do ano. O governador ficou incomodado com a atuação do secretário para ampliar o próprio partido, filiando em massa prefeitos e deputados de outras legendas da base do governo e criando problemas de estabilidade e articulação política para a gestão.

A impressão, segundo aliados de Tarcísio, era de que Kassab priorizava a atuação partidária em detrimento do governo. Não chegou a haver, porém, rompimento entre os dois.

Nesta semana, o secretário está envolvido na escolha do pré-candidato à Presidência pelo PSD. Na terça-feira (24), recebeu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), para discutir o tema. Nesta quarta, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), que também está no páreo, desembarcou em São Paulo para se encontrar com o presidente do partido.

"Agradeço ao governador Tarcísio pelo privilégio que tive com a oportunidade de integrar seu secretariado para, ao seu lado, contribuir com essa importante missão, dando o meu melhor para atingir os objetivos do governo", escreveu Kassab.

O presidente do PSD se aproximou de Tarcísio durante a campanha eleitoral de 2022. Pessoas próximas aos dois afirmam que o então ministro de Jair Bolsonaro (PL) precisava da orientação de alguém que conhecesse bem o estado.

Isso porque, segundo integrantes da política paulista, ainda que o PL apoiasse a eleição de Tarcísio, seu presidente, Valdemar Costa Neto, atuava pela reeleição de Rodrigo Garcia (sem partido). Ao mesmo tempo, Tarcísio também não contou com o engajamento esperado do Republicanos, sua própria legenda.

Kassab preencheu esse vácuo e, com isso, a vice da chapa foi ocupada por um político de seu partido, Felício Ramuth. Quando Tarcísio venceu, o presidente do PSD foi prestigiado com a secretaria de Governo, responsável por controlar a verba de emendas e convênios, e a sigla passou a comandar ainda outras secretarias.

Nos últimos meses, Kassab passou a trabalhar para ser indicado para a vice de Tarcísio nas próximas eleições, mas, em meio aos atritos com o mandatário, não teve sucesso. Como mostrou a Folha, o governador decidiu manter Ramuth no cargo.

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