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Lista de quem não assinou CPMI do Master reflete teia de interesses

Augusto Lima é amigo do senador Jaques Wagner (PT), a quem deve, quando este era secretário de Desenvolvimento da Bahia, o contrato do Credcesta. Lima é também próximo do senador Otto Alencar (PSD). O terceiro senador, Angelo Coronel, também do PSD, foi eleito em uma chapa fazendo dobradinha com Wagner.

"Desde 2022, eu denuncio publicamente os descontos ilegais nos contracheques de servidores, especialmente por meio do Credicesta", diz o deputado Alden. "Quando a CPI surgiu, eu fiz o que sempre fiz: fui coerente. Assinei sem olhar nome, partido ou conveniência. CPI não é condenação. É investigação. Quem não deve, não teme. O que não é aceitável é fechar os olhos para um esquema que lesou milhares de servidores."

Em entrevista à Folha, Jaques Wagner declarou que a privatização da Ebal, onde o contrato do Credcesta ficou atrelado, foi um bom negócio para a Bahia, aprovado pelos órgãos de controle do estado.

No Amapá, estado do presidente do Senado, David Alcolumbre, e cujo instituto de Previdência aportou R$ 400 milhões em um título do Master, nenhum deputado assinou o pedido. No Senado, nem Alcolumbre nem Randolfe Rodrigues (PT) assinaram. Coube ao senador pelo PSD Lucas Barreto a única assinatura do estado do Amapá, nas duas casas.

O movimento para a instauração da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso é liderado pelo deputado Carlos Jordi (PL-RJ). O senador Eduardo Girão (Novo-CE) lidera um pedido de CPI no Senado. As assinaturas começaram a ser colhidas no final do ano passado, após a prisão de Vorcaro, Lima e outros diretores, e a decretação da liquidação do banco pelo Banco Central. Eles foram soltos dias depois.

Já são 269 assinaturas para a CPMI nas duas casas somadas. O mínimo necessário são 198, sendo 171 deputados e 27 senadores.

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