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Lula confirma Alckmin como vice na disputa deste ano

O presidente Lula (PT) confirmou nesta terça-feira (31) Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice na chapa para a disputa eleitoral deste ano.

"O companheiro Alckmin vai ter que deixar o Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez", declarou.

O petista também pediu a ministros que se afastarão para se candidatar a cargos públicos nestas eleições que mudem a "promiscuidade" presente na política nacional e internacional.

"O importante é que vocês sejam convencidos da importância da participação de vocês e da importância do cargo que estão disputando e, mais ainda, que estejam dispostos a entrar na vida congressual, parlamentar, para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e brasileira", declarou.

Segundo Lula, alguns sairão do governo "por missões muito mais importantes nos próximos meses", com a candidatura aos mais diferentes cargos da República.

As declarações foram dadas durante encontro de Lula com sua equipe para reafirmar a necessidade de defesa das ações do governo. Conforme mostrou a Folha, a orientação será, especialmente, endereçada aos ministros que deixarão os cargos para concorrer às eleições de outubro.

"A política piorou muito. Hoje ainda tem muita gente séria, que faz política com P maiúsculo, mas a verdade é que, em muitos casos, a política virou negócio. Quem está sendo candidato sabe: os cargos têm um preço muito alto", disse Lula.

"Chegamos hoje a uma situação, inclusive, de degradação de algumas instituições. Daí a necessidade de vocês serem candidatos, porque é possível mudar e só vai mudar se convencer o povo de que ele, e somente ele, tem condições de mudar o quadro político."

Nessa despedida, Lula deverá recomendar a defesa de seu legado, além de agradecer pelo trabalho. Prestes a deixar o governo para concorrer ao Senado pela Bahia, o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), fará um balanço das realizações.

Segundo auxiliares do presidente, a ideia é municiar os colegas com as entregas de toda a Esplanada, e não apenas de suas pastas. Assim, os ministros terão uma visão geral da gestão para enfrentamento ao bolsonarismo em suas regiões —Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser o principal adversário do petista na disputa.

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