A mãe de Marielle Franco, Marinete Silva, passou mal nesta quarta-feira (25) durante o segundo dia de julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) dos acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora do PSOL em 2018. Marinete precisou ser atendida por socorristas.
Por volta das 10h, Marinete precisou deixar a sala da Primeira Turma onde ocorre o julgamento, acompanhada pelo marido, Antônio Francisco, e pela filha, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Socorristas mediram a pressão e os batimentos da mãe de Anielle. Ela retornou cerca de 30 minutos depois.
A mãe de Marielle se sentiu mal no momento em que o relator, ministro Alexandre de Moraes, proferia seu voto. A assessoria de imprensa de Anielle informou que a Marinete passa bem.
Os familiares da Marielle acompanham presencialmente no STF os dois dias de julgamento, que começou na terça (24). Além dos pais e de Anielle, estão no local a filha da vereadora assassinada, Luyara, e as viúvas de Marielle, vereadora do Rio Mônica Benício (PSOL), e do motorista Anderson Gomes, Ágatha Arnaus Reis.
Anderson morreu no atentado contra Marielle.
Políticos do Rio também marcam presença no STF. Estão na corte nesta quarta o ex-deputado e presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT), e os deputados federais Chico Alencar (PSOL), Talíria Petrone (PSOL), Tarcísio Motta (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B).
Moraes afirmou, em seu voto, que a morte de Marielle une "a questão política com a misoginia, com o racismo e com a discriminação".
"Marielle era uma mulher preta, pobre, que estava, diríamos, no popular, ‘peitando’ os interesses de milicianos. Qual seria o recado mais forte que poderia ser feito, na cabeça misógina e preconceituosa de mandantes e executores, quem iria ligar para isso? Uma cabeça de 50 anos, 100 atrás, ‘Vamos eliminá-la, e isso não terá repercussão’", declarou.
Brasília Hoje
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São réus no processo o ex-deputado Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil, e dois PMs. Eles negam as acusações.
Depois de Moraes, votarão, na seguinte ordem, os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino –presidente da Primeira Turma do STF.

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