Milei disse que quem "tentou se proteger dos políticos ladrões são heróis" e "quem cumpriu todas as regras [...] talvez não teve o talento ou a coragem para sair do sistema".
As declarações foram feitas em uma entrevista no programa de TV argentino "Otra Mañana", na segunda-feira (19), depois que o jornalista Antonio Laje questionou Milei sobre a expectativa para a implementação das medidas que vão incentivar o uso de dólares guardados pelos argentinos "debaixo do colchão".
- 🔎 Muitos argentinos costumam recorrer ao mercado paralelo de dólares, o chamado "dólar blue", diante da inflação e da desvalorização do peso, que tornou a moeda americana um bem cobiçado e de acesso restrito no país.
"A verdade é que as características do imposto inflacionário na Argentina têm sido devastadoras e, como consequência disso, os argentinos, mesmo com dinheiro declarado, o passam para o setor informal para poder escapar das garras do Estado", disse Milei.
Agora, a ideia do processo de desregulamentação é que a população possa usar esse dinheiro para comprar eletrodomésticos, carros, casas, terrenos, entre outras coisas, sem "ninguém pedindo explicações", segundo o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo.
Críticos ao projeto afirmam, no entanto, que as medidas podem facilitar que o dinheiro vindo de atividades criminosas, como o narcotráfico, seja legalizado no país.
Sobre isso, Milei defendeu que o assunto deve ser tratado com o Ministério da Segurança e com o Ministério da Defesa, e que não se deve utilizar a economia para combater o crime.
Ele também comparou os sonegadores de impostos a pessoas que fogem de regimes opressores e disse que não pode puni-los, ou premiar quem seguiu todas as regras, por causa disso.
"O senhor tem uma pessoa que está presa em Cuba e consegue escapar e chega a Miami, o senhor vai lá moer a pauladas em Miami porque escapou do regime castrista cubano?", questionou o presidente.
Segundo Milei, os argentinos têm entre US$ 200 bilhões e US$ 400 bilhões "debaixo do colchão", o que representa de 33% a 66% do Produto Interno Bruto (PIB) argentino, que é de US$ 600 bilhões.
Por isso, incentivar o uso desses valores "implica uma injeção de fundos dentro da economia que poderia gerar uma aceleração da taxa de crescimento enorme", disse na entrevista.

Argentina libera o limite de compra de dólares para pessoas físicas

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7 meses atrás
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