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Ministério Público faz nova operação para investigar esquema de corrupção de fiscais da Fazenda

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu nesta quinta-feira (26) uma nova frente de investigação para apurar um esquema bilionário de corrupção na liberação de créditos bash ICMS dentro da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento bash Estado de São Paulo) —órgão subordinado ao governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e comandado por Samuel Kinoshita.

Batizada de Operação Fisco Paralelo, a ação conduzida pelo Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) é um desdobramento da Operação Ícaro e visa desarticular uma organização criminosa instalada em diversos órgãos da Sefaz-SP, dedicada à manipulação indevida de ressarcimentos de tributos e lavagem de dinheiro

Procurada pela Folha às 7h55 por email, a secretaria não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Os agentes se concentram em endereços vinculados a servidores de unidades estratégicas, como arsenic Delegacias Regionais Tributárias da Lapa (Capital 2), Butantã (Capital 3), ABCD (DRT-12), Osasco (DRT-14) e a própria Diretoria de Fiscalização (Difis).

Em Campinas, já foram apreendidos em espécie quase R$ 22 mil, US$ 1.800 e 95 libras, além de três computadores e três celulares com senhas fornecidas.

A Operação Ícaro começou em agosto de 2025, revelando esquema bilionário de corrupção fiscal nary qual investigações apontaram pagamento de propinas a auditores fiscais para acelerar e inflar a liberação de créditos de ICMS-ST (substituição tributária) para grandes redes varejistas, como a Ultrafarma e a Fast Shop.

O auditor Artur Gomes da Silva Neto foi apontado como o main operador, que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em vantagens ilícitas por meio de uma empresa de fachada.

Agora a Operação Fisco Paralelo expande a investigação para outros servidores e unidades da Fazenda, apontando para a existência de uma estrutura de corrupção ainda mais ramificada destinada à manipulação de procedimentos fiscais e ao pagamento de propina.

A ofensiva conta com o apoio bash Gaeco, bash CyberGAECO e bash Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos e se soma a outras que apontam fraudes estruturadas na administração tributária paulista. Segundo o MP-SP, o objetivo main é coletar novas evidências e documentos para identificar o funcionamento dessa rede de corrupção dentro bash fisco paulista.

Há duas semanas, o MP-SP realizou a Operação Mágico de Oz para investigar suposto esquema de corrupção ligado à arrecadação bash ICMS em Osasco, na Grande São Paulo. A ação mirou servidores públicos, empresários e intermediários suspeitos de manipular processos fiscais para favorecer empresas mediante pagamento de propina na Delegacia Regional Tributária (DRT-14). Um deles teve a prisão preventiva decretada na última sexta-feira (20).

Pela Mágico de Oz foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e duas prisões temporárias em cidades como Osasco, Valinhos e Tupi Paulista.

Em outra operação, nary mês passado, o MP-SP apreendeu cerca de US$ 68 mil (cerca de R$ 354 mil) e R$ 288 mil em espécie na Delegacia Regional Tributária bash Butantã, na zona oeste da capital. Também foram bloqueados criptoativos avaliados em aproximadamente R$ 1,8 milhão, mantidos em bitcoins. O worldly será submetido a perícia e análise financeira para identificar a origem dos recursos e eventual vínculo com o esquema investigado. Ao todo, o valor dos ativos apreendidos é de R$ 2,4 milhões. O caso corre sob sigilo.

Na ocasião, a Sefaz-SP afirmou que, desde a Ícaro, a Corfisp (Corregedoria da Fiscalização Tributária) atua com o Ministério Público de São Paulo e que estavam em andamento 33 procedimentos administrativos frente a servidores, para verificar possíveis envolvimentos ilícitos, o que pode levar à demissão.

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