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Montadoras pressionam governo contra isenção para elétricos importados

A associação alerta que a importação massiva de peças desmontadas pode "destruir milhares de empregos". Um estudo estima prejuízo de R$ 96,8 bilhões para o setor de autopeças e perda de 68 mil vagas diretas.

As montadoras nacionais anunciaram investimentos de R$ 140 bilhões até 2033 no Brasil. A Anfavea destaca que esses recursos buscam ampliar a produção local de elétricos sem a necessidade de cotas livres de impostos.

A disputa pelas cotas de importação

A BYD tenta reverter a decisão do governo brasileiro que acaba com as cotas de importação livres de impostos. A empresa chinesa pede mais prazo de transição antes que a taxa de importação para os veículos importados alcance o limite de 35%, mudança que está prevista para entrar em vigor em julho de 2026.

O Planalto concedeu o benefício à BYD por seis meses e antecipou o imposto cheio de 2027 para julho de 2026. A disputa dividiu ministros no início do ano, antes de um acordo temporário. Houve uma oposição entre os ministros Rui Costa, que era a favor do pleito da BYD, e Fernando Haddad, que era contra a concessão do benefício para os importados.

A montadora ameaça aumentar os preços de três modelos caso o governo não reative os benefícios. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da marca, citou reajustes nos modelos Seal, Sealion e Atto 8.

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