Sete deputados da oposição enviaram um requerimento com pedido de informações ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre a atuação da Petrobras em meio à crise do diesel.
Os parlamentares querem saber sobre a queda nas importações do combustível em meio à guerra no Oriente Médio, a gestão de estoques da estatal e a campanha publicitária da Petrobras.
Em alguns dos questionamentos, a oposição diz que a importação de diesel pela estatal reduziu-se nos últimos meses e ficou zerada em abril, mês mais grave da crise global. Além disso, citam o alerta global para um possível colapso no mercado de petróleo com o fim dos estoques mundiais.
Os deputados querem saber por que a Petrobras reduziu os estoques em meio à crise, como está o cronograma para os próximos meses e o plano de contingência para um cenário de interrupção.
O requerimento é de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e assinado por outros seis parlamentares de PL, Republicanos e União Brasil.
O documento também cita um leilão promovido pela estatal, em que vende o diesel por preços bem acima dos praticados no mercado, enquanto mantém um estoque bem acima do exigido. E questiona se o objetivo da Petrobras é se aproveitar da crise para restringir a oferta do combustível no país.
Por fim, a oposição critica uma campanha publicitária da Petrobras, em que a estatal faz referência à própria atuação e à do governo na mitigação dos impactos da guerra no mercado de combustíveis.
O governo Lula tem anunciado medidas como a subvenção ao diesel e isenção de tributos federais sobre o querosene de aviação e o biodiesel para conter a alta dos preços no Brasil.
Os deputados dizem que há uma mistura entre comunicação corporativa da empresa e a defesa política do governo federal e pedem mais transparência.
"O requerimento de informação busca assegurar transparência, respeito às regras concorrenciais e preservação da liberdade de preços, bem como afastar qualquer dúvida quanto à eventual utilização da empresa para fins que extrapolem sua atuação empresarial", diz o documento.

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