Alta do petróleo atinge grandes economias em momento de preços ainda elevados. Os índices de inflação seguem acima das metas perseguidas pelos órgãos. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, com metas de 2% ao ano, os índices de preços ao consumidor rondam ainda perto de 3% ao ano. Na zona do euro, embora o indicador esteja em 1,9%, o mercado projeta elevação para 2,6%, ainda sem incluir o encarecimento do barril na conta.
Japão e China também optaram pela cautela. O banco central japonês manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano, mas um dos diretores chegou a defender a elevação da taxa para 1%. Na China, o Banco do Povo deixou a taxa de referência para um ano em 3% ao ano, após a inflação anualizada do país atingir 1,3% em fevereiro, a máxima em três anos.
A cada minuto que se passa com o preço do petróleo acima de US$ 100 dólares aumenta o risco de que provoque uma reação globalizada de inflação. Todos os bancos centrais do mundo estão olhando para isso. O comunicado do Banco Central do Brasil após a reunião do Copom já destacou a tensão geopolítica e os riscos de impacto inflacionário, assim como nos Estados Unidos, onde a sensibilidade de preços na bomba é mais rápida do que aqui no Brasil.
Daniel Teles especialista e sócio da Valor Investimentos
Brasil até reduziu juros, mas preferiu não assumir compromisso para abril. No primeiro corte desde maio de 2024, o Banco Central foi conservador. Optou pela diminuição mínima, de 0,25 ponto percentual apenas. E, diferentemente da reunião anterior de seu Copom (Comitê de Política Monetária), desta vez não sinalizou no comunicado a intenção de seguir reduzindo a Selic.
O ambiente externo tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.
Banco Central do Brasil, em comunicado do Copom
Petróleo e inflação
A cada 10% de aumento nos custos de energia, se sustentado por um ano, a inflação global cresce 0,40 ponto percentual, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional). Considerando a projeção atual do Fundo Monetário Internacional, de uma inflação mundial de 3,8%, o encarecimento da energia poderia elevar os preços a 4,2%. Já a produção global pode perder até 0,2 ponto percentual. Ou seja, na estimativa atual do Fundo, de aumento do PIB (Produto Interno Bruto) mundial em 3,3% para 2026, a variação ficaria em 3,1% em 12 meses.

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5 horas atrás
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