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Preço do café cai, mas a bebida continua cara no supermercado

Queda de preço do café ao consumidor persiste em março. Segundo o IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10), da FGV (Fundação Getulio Vargas), o valor do café em grãos está 11,6% mais barato em relação a fevereiro. "A leitura reforça um movimento de arrefecimento dos preços do café ao consumidor, o que já vinha sendo observado ao longo das últimas semanas", afirma Celírio Inácio, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café).

O valor da saca de 60 quilos do café arábica caiu 24,1% no mercado internacional. Diante das incertezas sobre o futuro dos preços, pesa a favor do bolso dos consumidores a queda do valor do produto no mercado internacional. Após o pico de US$ 480,81 por saca, registrado pelo Cepea em fevereiro do ano passado, o valor recuou 24,1%, para US$ 364,82, até o fechamento de ontem.

Valores nos supermercados tendem a permanecer elevados. Mesmo diante dos recuos recentes, as projeções indicam que a trajetória de alívio não será imediata às famílias. Ribeiro ressalta que os efeitos da disparada do café persistem. "Apesar de ter abandonado os níveis recordes, comprar café ainda está caro. [...] Os preços sobem de elevador e descem de escada", analisa o pesquisador.

Esse movimento [de queda dos preços] está diretamente relacionado à perspectiva de uma safra bem maior no Brasil e no mundo, o que tende a reduzir a pressão observada nos últimos ciclos, marcados por restrições de oferta e estoques historicamente baixos. Para os próximos meses, o cenário mais provável é de estabilidade, mas ainda sem espaço para quedas expressivas.
Celírio Inácio

Esperança nas colheitas

Safra recorde de café vai contribuir para a baixa dos preços. O aumento da oferta é destaque do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, produzido pelo IBGE. Segundo a pesquisa, a produção nacional de café neste ano é estimada em 3,8 milhões de toneladas (64,1 milhões de sacas de 60 kg), considerando as espécies arábica e conilon. A projeção corresponde a uma alta de 11,5% em relação ao volume produzido em 2025, um recorde na série histórica da pesquisa.

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