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Redução de juros não será como esperado, mas deve ser de 0,25%, diz ex-BC

É uma questão de geopolítica e ninguém sabe onde e como essa guerra vai acabar e quais serão os seus efeitos de curto, médio e longo prazos sobre o comércio global, principalmente de energia e de derivados.

Todos os bancos centrais, e não só o do Brasil, entraram no modo de cautela. É uma situação em que a melhor ação é não ter ação nenhuma e ficar mais ou menos parado. Aqueles que pensavam em reduzir os juros, como no caso do nosso Banco Central, devem ser mais cautelosos nesse processo. Aqueles que esperavam aumentar os juros, também.

Infelizmente, temos uma certa gordura na taxa de juros no Brasil. Isso significa que, a meu ver, o Banco Central pode reduzir os juros. Não naquele percentual que a maioria esperava, de 0,5%, mas uma redução de 0,25% é bem possível. Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central

Loyola avalia que, mesmo diante desse contexto, há espaço para cortes cautelosos, desde que o Banco Central monitore de perto os efeitos indiretos das crises externas.

A política monetária não tem como agir diretamente sobre esse choque de oferta. O que ela pode e deve fazer é evitar que os efeitos secundários desse choque de oferta acabem se propagando pela economia e gerem um surto inflacionário. É exatamente esse o papel do Banco Central.

Neste momento, está muito difícil para o BC calcular quais seriam esses efeitos, exatamente pela incerteza em relação aos rumos do conflito. Por outro lado, já estamos em um nível de taxa de juros tão alto que o BC pode se dar ao luxo de diminuí-la um pouco, sem correr o risco de uma retomada inflacionária mais à frente, em razão do conflito.

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