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PT quer convocar Flavio Bolsonaro em CPMI do INSS

O deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou, nesta segunda-feira (2), um requerimento de convocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O parlamentar argumentou que o depoimento seria importante devido a um possível vínculo entre o escritório de advocacia do filho de Jair Bolsonaro (PL) e pré-candidato à Presidência e um sócio do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O pedido afirma que Letícia Caetano dos Reis, administradora do Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, que a Polícia Federal afirma ser sócio do Careca do INSS em uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

"Diante do estreito entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político descrito, suscita-se a existência de possível conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, especialmente considerando que pessoas diretamente ligadas a ambos mantêm relações societárias e familiares entre si", diz o parlamentar.

A convocação de Flávio ainda precisa ser pautada pelo presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), e aprovada pelos demais parlamentares.

Nos bastidores, membros da oposição argumentam que há muitos requerimentos na fila para serem pautados e que este não seria uma prioridade. Outros acreditam que a convocação pode ser positiva, se usada por Flávio para fazer discursos contra a gestão do PT no INSS.

Em nota, a assessoria de Flávio disse que "a esquerda atua de forma covarde, contra uma mulher trabalhadora e que não tem absolutamente nenhum vínculo com o gigantesco esquema de corrupção do governo Lula, que roubou centenas de milhões de reais dos aposentados do INSS".

"Letícia Caetano dos Santos é uma funcionária contratada meramente para cuidar da burocracia do meu escritório de advocacia e nada mais, assim como também deve prestar serviços para diversas outras pessoas e empresas".

A assessoria do senador também informou que Letícia é administradora de seu escritório porque a legislação considera senador da República uma "Pessoa Exposta Politicamente (PEP)", "o que não permite que eu seja administrador da minha própria empresa".

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