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Quase 220 mil pediram para excluir suas contas de sites de aposta no Brasil

Perda de controle sobre o jogo/saúde mental motivou 37% das autoexclusões. Na sequência, aparecem "prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas" (25%), decisão voluntária (14,87%), dificuldades financeiras (10,03%) e recomendação de profissional das áreas da saúde. Outros 12,53% não desejaram informar o motivo. A maioria das autoexclusões (73%) foi determinada período indeterminado, e 19% são pedidos de autobloqueio por um ano.

Mais de dois terços dos apostadores no Brasil (68,3%) são do sexo masculino. Em relação às faixas etárias, o maior número de apostadores (28,6%) têm entre 31 e 40 anos. Os que têm de 18 a 24 anos somam 22,7%, mesmo percentual das pessoas entre 25 e 30 anos. Já o público de 41 a 50 anos representa 16,7% do total de apostadores, enquanto as pessoas entre 51 e 60 anos são 6,6% e os apostadores de mais de 61 anos somam 2,7% do total.

Casas de apostas estão regulamentadas no Brasil desde janeiro de 2025. A normativa resultou na publicação da lista de empresas autorizadas a explorar a modalidade lotérica de apostas de cota fixa. As definições da Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada ao Ministério da Fazenda, estabeleceram que as bets legalizadas devem pagar uma outorga de R$ 30 milhões e funcionar com o domínio ".bet.br".

Regras foram criadas com o objetivo de proteger os apostadores. A proibição de crédito para apostas, a exigência de identificação dos apostadores por CPF e reconhecimento facial, e o controle dos fluxos financeiros estão entre as principais regras. As empresas que descumprirem as normas podem ser consideradas ilegais e banidas de atuar no Brasil.

Receita bruta total das empresas autorizadas a operar foi de cerca de R$ 37 bilhões. A estimativa apresentada pela Secretaria de Prêmios e Apostas foi contabilizada pela Gross Gaming Revenue. O valor representa o total de apostas, excluindo os valores de prêmios pagos, montante sobre o qual recai a obrigação de que 12% sejam convertidos em destinações legais.

Fiscalização

Governo realizou 132 processos envolvendo 133 casas de aposta no ano passado. Desses processos, 80 estão em trâmite para aplicação de penalidades. "O ano de 2025 marcou a primeira vez em que o Estado esteve plenamente presente nesse mercado", afirma o secretário de Prêmios e Apostas, Regis Dudena. Ele avalia que a recepção de dados permite conhecer o setor de forma objetiva, além de se ter ferramentas de monitoramento para acompanhar o cumprimento das regras criadas.

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