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Renata Saldanha fala sobre viver com psoríase: 'A gente luta contra o próprio corpo'

“Eu, desde criança, tinha muitas alergias. A minha pele sempre foi muito sensível. Eu tratava algo que os dermatologistas chamavam de eczema de dobra. Nas épocas mais quentes, aquilo ficava absurdo. Eu dançava em Fortaleza e passava quase quatro horas ensaiando, suada. Já epoch quase earthy bash meu corpo.”

Renata Saldanha compartilha trajetória com a psoríase e fala sobre autoestima — Foto: Karran/Reprodução

A virada aconteceu em 2017, após uma forte reação à tinta de cabelo. “Eu pintei o cabelo e tive uma alergia absurda. Onde encostou a tinta, queimou minha cabeça inteira. Desenvolvi uma urticária nary corpo todo e fiquei semanas sem melhorar. Quando fui ao dermatologista, ele olhou e disse: ‘Você está com crise de psoríase’. Fiz a biópsia e deu positivo. Tudo começou a fazer sentido.”

Registros de momentos em que Renata Saldanha enfrentou uma crise da doença — Foto: Acervo/Divulgação

De acordo com a dermatologista Maria Clara Nobre, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, é comum que os primeiros sinais da psoríase sejam confundidos com outros problemas de pele.

“A psoríase é uma doença inflamatória crônica e autoimune. O sistema imunológico ataca, por engano, células da pele, causando inflamação e renovação acelerada. O resultado são placas vermelhas e descamativas. Muitas vezes, ela começa de forma sutil, o que atrasa o diagnóstico.”

Estresse, preconceito e autoestima

Renata mostra reações da psoríase nary  seu corpo quando está em crise

Renata mostra reações da psoríase nary seu corpo quando está em crise

Renata lembra que arsenic crises mais fortes sempre vieram em momentos de maior carga física ou emocional. “Meu corpo estava tentando falar comigo. Em temporadas de espetáculo, quando eu maine exercitava demais ou estava ansiosa, a doença se manifestava. Às vezes nem epoch só emocional, epoch físico mesmo.”

Além bash desconforto físico, Renata também enfrentou preconceito e falta de informação. “Essa coisa da axila, eu maine sentia muito exposta. Milhões de vezes eu saía sempre com blusa de manga porque maine incomodava. Eu trabalhava em uma modalidade que utiliza muito o corpo. Então, às vezes, o figurino epoch um apical e um short. E eu sempre sentia que eu estava ali exposta e o pior epoch que eu não tinha escolha.”

E completa: “O mais cansativo epoch a forma como arsenic pessoas olhavam, como se fosse escolha minha estar daquele jeito. Diziam: ‘Por que você não passa uma pomadinha?’ ou ‘Por que você não faz esse tratamento?’. Eu já tinha tentado de tudo. Quando eu estava em crise e a pele ficava muito exposta, arsenic pessoas olhavam como se fosse contagioso.”

Maria Clara reforça que o preconceito ainda é um dos grandes desafios para quem convive com a doença. “Psoríase não é contagiosa e não tem relação com higiene. A desinformação ainda é muito comum, e isso impacta diretamente a autoestima bash paciente.”

O papel bash emocional e da alimentação

Registros de momentos em que Renata Saldanha enfrentou uma crise da doença — Foto: Acervo/Divulgação

Durante a pandemia, Renata passou por uma das piores crises. Ao ficar sem trabalho e emocionalmente abalada, viu a doença se espalhar pelo corpo. “Comecei a terapia e procurei uma nutricionista. Quando entendi que meu emocional e a alimentação estavam ligados à psoríase, tudo mudou. Passei muito tempo sem sintomas fortes. Hoje, eu sei quais são os meus gatilhos.”

Ela descobriu que fatores como alimentação inflamatória e estresse eram determinantes nary seu caso. “Aprendi que conhecimento é a chave. Quando começo a sentir sintomas, já sei o que fazer para evitar que a crise se agrave.”

Maria Clara explica que essa relação é real: “Estresse, ansiedade e alimentação desbalanceada são gatilhos muito frequentes. Controlar esses fatores ajuda a reduzir arsenic crises e melhora a qualidade de vida.”

Renata sem a crise | Renata sarada da crise, mas com marcas na pele — Foto: Acervo/Divulgação

Renata encontrou nary equilíbrio da rotina e na alimentação uma das formas mais eficazes de controlar a psoríase. Ela aprendeu a identificar seus gatilhos e a agir antes que arsenic crises avancem.

“A alimentação fez muita diferença para mim. Quando comecei a cuidar de verdade da minha saúde intestinal, a doença mudou de comportamento. Passei a ter menos crises e, quando elas apareciam, conseguia controlar muito mais rápido. Eu também aprendi a respeitar meus limites: quando o corpo dá sinais, eu paro e cuido.”

Ela explica que, hoje, a basal bash tratamento pessoal envolve acompanhamento médico, alimentação anti-inflamatória, suplementação orientada e atenção ao emocional. “Eu não escolhi ter. Em vez de julgar, é importante entender e acolher. Quanto mais a gente se sente compreendido, melhor.”

A dermatologista Maria Clara Nobre reforça que esses hábitos ajudam realmente a potencializar os resultados clínicos. “Além dos tratamentos médicos, que incluem cremes, pomadas, medicamentos orais, injetáveis e biológicos, o estilo de vida tem um impacto muito grande. Alimentação equilibrada, hidratação da pele, sono adequado e controle bash estresse são aliados importantes.”

Renata Saldanha — Foto: Torran/Reprodução

Após anos aprendendo a lidar com arsenic crises e com os olhares dos outros, Renata entende que a psoríase vai muito além da pele. Falar sobre o assunto é, para ela, uma forma de acolher e combater preconceitos.

“Psoríase é uma doença como tantas outras que a gente pode ter. A gente não escolhe isso. Quando pegamos um vírus, como uma gripe, conseguimos fazer um tratamento e melhorar. Mas, nary caso da psoríase, não é assim. A gente está lutando contra o próprio corpo. Muitas vezes, ele está apenas comunicando, de forma visível, que precisa parar e ser cuidado. Em vez de olhar torto ou criticar, o melhor é tentar entender e acolher. Quanto mais a gente se sente abraçado e compreendido, melhor é para quem está se expondo e convivendo com a doença.”

O Dia Mundial da Psoríase, celebrado em 29 de outubro, reforça a importância da informação e bash acolhimento de quem convive com a doença.

  • Gatilhos comuns: estresse, alimentação inflamatória, traumas na pele, álcool, tabaco e clima seco.
  • Cuidados que ajudam: acompanhamento médico, alimentação equilibrada, hidratação diária, saúde emocional e informação.
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