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Semana tem Superquarta, prévia da inflação e empregos; veja os destaques

Balanço de pagamentos de dezembro deve mostrar déficit em conta corrente

  • O Banco Central divulga hoje o balanço de pagamentos de dezembro. A expectativa é de déficit em conta corrente de US$ 8,8 bilhões no mês.
  • A balança comercial deve apresentar superávit de US$ 8,9 bilhões, enquanto as contas de serviços e renda devem registrar saldos negativos de US$ 4,7 bilhões e US$ 13 bilhões, respectivamente. O déficit em renda reflete principalmente remessas de lucros e pagamentos de juros.
  • No ano fechado de 2025, o Focus projetava déficit em conta corrente na casa de US$ 70-73 bilhões (cerca de 3% do PIB), mas ainda integralmente financiado por investimentos diretos no país, com entradas líquidas estimadas em torno de US$ 75 bilhões. O dado de dezembro vai mostrar se o pior ficou para trás após o pico de déficit registrado em setembro.

IPCA-15 de janeiro tem expectativa de alta de 0,2%

  • O IBGE divulga na terça-feira (28) o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo da primeira quinzena) de janeiro, com expectativa de alta de 0,2%. A desaceleração na margem deve ser puxada por serviços (reversão da alta de passagens aéreas) e energia elétrica (mudança para bandeira verde). Por outro lado, espera-se avanço em alimentos e bens industriais.
  • O IPCA cheio de 2025 fechou em 4,26%, dentro do teto da meta de 4,5%. No Focus mais recente, a mediana para o IPCA de 2026 está na casa de 4,06%, mostrando queda das expectativas, embora ainda acima da meta de 3%. Um IPCA-15 em torno de 0,2% reforça a narrativa de desinflação gradual, mas qualquer surpresa para cima em serviços volta a pressionar o debate sobre o ritmo de cortes da Selic ao longo do ano.

Superquarta terá decisões simultâneas de Copom e Fed

  • Primeira Superquarta de 2026 acontece na quarta-feira (29), com divulgação simultânea das decisões de política monetária pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Brasil e pelo Federal Reserve dos Estados Unidos.
  • No Brasil, a expectativa é de manutenção da Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva. O Copom vem adotando um discurso cauteloso, sinalizando juros elevados "por período bastante prolongado" como estratégia para garantir a convergência da inflação à meta. Com o IPCA de 2025 fechado em 4,26%, dentro do teto da meta, e expectativa do mercado para 2026 em 4,06%, parte dos analistas aposta no início do ciclo de cortes a partir de março, enquanto outros veem espaço já em janeiro.
  • Nos EUA, o Fed deve manter a taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75%, interrompendo o ciclo de flexibilização iniciado em setembro de 2025. A probabilidade de manutenção da taxa é de cerca de 95%, segundo a ferramenta CME FedWatch. Com inflação medida pelo núcleo do PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal) em 2,8%, acima da meta de 2%, e sinais mistos da economia americana, o mercado projeta apenas um ou dois cortes ao longo de 2026.
  • A reunião do Fed é especialmente importante porque marca mudanças na composição do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto), com a entrada de quatro novos presidentes regionais considerados mais conservadores.
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Temporada de balanços nos EUA traz resultados de Apple, Meta e Microsoft

  • Mais de 90 empresas do índice S&P 500 divulgam seus resultados trimestrais esta semana, incluindo Apple, Meta Platforms e Microsoft. A temporada do quarto trimestre de 2025 começa com viés positivo, com estimativas indicando que cerca de 83% das empresas devem mostrar crescimento simultâneo de receita e lucro por ação.
  • Para a semana, as projeções indicam: Microsoft com lucro por ação projetado de US$ 3,93 (+21,7% ano a ano) e receita de US$ 80,2 bilhões (+15,3%); Meta Platforms com lucro por ação de US$ 8,19 (+2,1%) e receita de US$ 58,3 bilhões (+20,6%); e Apple com lucro por ação de US$ 2,67 (+11,2%) e receita de US$ 137,5 bilhões (+10,6%).
  • Resultados fortes das grandes empresas de tecnologia ajudam o apetite global por risco, favorecendo Bolsa e câmbio no Brasil. Já um tom mais cauteloso tende a pesar em Nasdaq e, por tabela, emergentes.

Dados de emprego no Brasil encerram a semana

  • O IBGE divulga na sexta-feira (31) os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua de dezembro, com projeção de manutenção da taxa de desemprego em 5,2%. A taxa caiu para esse patamar no trimestre encerrado em novembro, mínima histórica da série iniciada em 2012, com recorde de população ocupada acima de 103 milhões.
  • Também sai o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de dezembro, com estimativa de destruição líquida de 511 mil vagas de trabalho. Sazonalmente, o último mês do ano costuma registrar saldo negativo, especialmente em comércio e serviços. O dado mostra se o piso histórico de 5,2% é sustentável ou se o mercado de trabalho começou a virar a esquina junto com a atividade.

Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (23):

  • Dólar: +0,05%, a R$ 5,287
  • B3 (Ibovespa): +1,86%, aos 178.858,55 pontos.
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