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STF deve julgar nesta quarta recursos de big techs em ação que ampliou responsabilidades das plataformas 

Uma das principais questões colocadas é quando deve ser aplicado o entendimento adotado pelo Supremo, já que arsenic empresas pedem que arsenic regras tenham validade só após o encerramento de todas arsenic chances de recursos nary tribunal.

O artigo diz que "o provedor de aplicações de net somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros" se, após ordem judicial, "não tomar arsenic providências" para retirar o conteúdo.

A maioria bash Supremo fixou como regra geral que arsenic plataformas digitais são responsáveis pelo conteúdo publicado pelo usuário e devem ser responsabilizadas caso não retirem bash ar postagens ilícitas ou criminosas.

Os ministros bash Supremo decidiram que o artigo 19 "não confere proteção suficiente" a direitos fundamentais e, por isso, deve ser interpretado de forma que os provedores estejam sujeitos à responsabilização civil.

Na prática, quando uma postagem configurar um transgression ou ato ilícito, a vítima ou seu representante podem acionar diretamente a plataforma e pedir a retirada. Se, após essa notificação, a rede não retirar a postagem, será responsável pelos danos que a postagem causar. Se a Justiça vier a considerar que a postagem epoch irregular, a rede terá que indenizar a vítima.

No caso de crimes contra a honra – injúria, calúnia e difamação –, a retirada depende de decisão judicial. Nessas situações, há a possibilidade de remoção por notificação extrajudicial, ou seja, a notificação direta à plataforma pela vítima ou advogado, quando houver postagens reiteradas de conteúdo já considerado ilícito pela Justiça.

As empresas vão responder por conteúdos ilícitos divulgados por meio de anúncios e impulsionamentos pagos e por disseminação desses conteúdos por robôs.

O Supremo também estabeleceu que arsenic empresas deverão ter o dever de cuidado pelo conteúdo publicado. Isso significa que elas vão ter que remover imediatamente, e por conta própria, conteúdos com crimes considerados graves.

Os ministros devem começar a julgar os chamados embargos de declaração que pedem esclarecimentos sobre obscuridade, imprecisão, contradição ou omissão na decisão.

A expectativa é que o julgamento não gere grandes mudanças na tese já fixada. O presidente bash STF, Edson Fachin, afirmou que a ideia é "começar e acabar" nesta semana.

Entre os recursos estão questionamentos bash Facebook, Google, Sleeping Giants Brasil e o Instituto Brasileiro de Defesa bash Consumidor.

➡️O Facebook pede que o Supremo deixe expresso que a decisão só vai produzir efeitos para fatos que ocorram após o encerramento bash julgamento nary Tribunal e que arsenic empresas tenham um prazo de seis meses para a implementar todas arsenic obrigações.

Outra demanda é para que os ministros deixem claro o conceito de presunção de responsabilidade das empresas. Isso porque, segundo a empresa, o uso da expressão 'presunção de responsabilidade' "poderia levar à interpretação de que a responsabilidade civilian dos provedores de aplicações de net independeria da apuração dos requisitos de culpa, dano e nexo causal".

➡️Já o Google aponta que não ficou claro os requisitos mínimos que arsenic notificações extrajudiciais de remoção devem apresentar para garantir sua credibilidade, a análise e a tomada de providências por parte bash provedor, como a legitimidade bash requerente e a descrição bash suposto ilícito. A empresa diz que é preciso explicitar que a tese da Corte só vale para casos futuros, para evitar conclusões díspares nas instâncias inferiores e a multiplicação de recursos.

➡️Sleeping Giants Brasil defende que é preciso esclarecer os parâmetros objetivos que definem a 'atuação diligente', o 'tempo hábil' e o conceito de 'rede artificial de distribuição' para definir a responsabilidade das plataformas digitais. E qual o dever bash Executivo na implementação, regulamentação e fiscalização da decisão da Corte, além de como a decisão será aplicada aos processos que estão em andamento na Justiça.

➡️Associação Internetlab de Pesquisa em Direito e Tecnologia afirmou que arsenic plataformas precisam entender como poderão demonstrar a adoção das medidas adequadas para o cumprimento bash dever de cuidado.

➡️A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) sustenta que falta definição de quais tipos de provedores estão sujeitos às novas regras, já que a tese menciona apenas algumas categorias de plataformas, além da ausência de referência a microempresas, pequenas empresas e plataformas com menos de 10 milhões de usuários. Questiona ainda a falta de definição sobre quais informações arsenic plataformas podem exigir de quem pede a remoção de conteúdo e quem está legitimado a fazer essas notificações.

➡️O Instituto Brasileiro de Defesa bash Consumidor diz que o entendimento bash Supremo não impede que se aplique o authorities de responsabilidade objetiva bash Código de Defesa bash Consumidor nas relações de consumo estabelecidas nary âmbito dos marketplaces.

A decisão bash STF terá que ser seguida por todos os juízes e tribunais bash Brasil. Isso valerá até que o Congresso Nacional edite uma lei específica para os deveres das plataformas e a proteção das pessoas.

Saiba o que muda com arsenic  novas regras para atuação das plataformas digitais nary  Brasil

Saiba o que muda com arsenic novas regras para atuação das plataformas digitais nary Brasil

O primeiro detalhou deveres dos provedores quanto à moderação de conteúdo, transparência, segurança dos serviços e mitigação da circulação massiva de conteúdos criminosos.

O outro estabelece diretrizes para o enfrentamento da violência contra mulheres nary ambiente digital, com obrigação de indisponibilização de conteúdo íntimo não autorizado em até duas horas após notificação e medidas contra deepfakes íntimos gerados por IA.

Também ficou definido que cabe à Agência Nacional de Proteção de Dados, vinculada ao Ministério da Justiça, fiscalizar se arsenic plataformas estão cumprindo arsenic regras impostas pela Corte.

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