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Tarcísio chama Haddad de 'ministro da Fazenda do Paraguai' e diz que nunca se reuniu com Vorcaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) foi o "melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai". Era uma referência à carga tributária que, segundo o governador, espantou as indústrias brasileiras para o país vizinho.

Em outubro, Tarcísio e Haddad vão disputar o Palácio Bandeirantes. Eles já se enfrentaram quatro anos atrás. O governador disse ainda que nunca se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e que jamais investiu recursos dos fundos de pensão do Estado em CDBs do banco.

As declarações foram dadas ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan.

"Ele [Haddad] se tornou o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai, porque todas as empresas do Brasil foram para lá. Depois de garantir ao Brasil a maior carga tributária de sua história, depois de deixar um rastro de empresas endividadas, as pessoas inadimplentes, um recorde de recuperação judicial, um aumento de sete pontos na relação dívida x PIB, um rombo nas contas públicas. Então, depois desse fracasso retumbante no ministério da Fazenda, eu vou reencontrá-lo", afirmou Tarcísio.

Segundo o governador, Haddad passa o dia todo falando mal dele, gravando vídeos para as redes sociais. "Ele deveria apresentar um projeto para São Paulo. Quer ser governador de São Paulo? Então, apresente um projeto", disse Tarcísio, lembrando a canção da dupla sertaneja Leandro e Leonardo. "Pense em mim, chore por mim/ Liga pra mim, não, não liga pra ele."

Durante a entrevista, o governador buscou mostrar distância do caso Master, marcando um contraponto em relação às investigações que miram o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ). Segundo a Polícia Federal, o Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro, investiu R$ 3,7 bilhões no Master. As investigações indicaram proximidade entre Castro e Vorcaro.

Mensagens de texto analisadas pela PF mostraram que os dois se encontraram em Nova York em eventos de luxo, incluindo um jantar de US$ 13 mil —cerca de R$ 66 mil— e uma degustação de uísque de US$ 1 milhão —o equivalente a R$ 5,2 milhões. Tudo pago pelo banqueiro. Segundo Tarcísio, a política feita em São Paulo tem outra natureza.

"Veja aqui em São Paulo. Quantas secretarias foram indicadas pelo Parlamento ou por partido político? Nenhuma. Quantos reguladores foram indicados por parlamentares, pelo partido? Ninguém. Então eu vou fazer política de outra forma", afirmou Tarcísio. "É uma questão de mudança de cultura, nós conseguimos fazer essa mudança de cultura." O governador ressaltou ainda não ter nenhum vínculo com Vorcaro.

"Sabe quantas vezes teve reunião aqui em São Paulo com Vorcaro? Nenhuma. Qual foi o investimento que o fundo de pensão em São Paulo fez em CDBs do Master? Zero. Nenhum. A gente está absolutamente tranquilo e isso não tem preço."

Tarcísio reafirmou apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e voltou a dizer que concorda com a decisão dos Estados Unidos de equiparar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho a organizações terroristas.

"Cada país tem a liberdade de fazer a sua classificação", disse o governador. "Eu entendo que isso é positivo porque, no final das contas, cria um braço de cooperação para que a gente possa trabalhar melhor essa questão do crime organizado."

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