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Tarifaço dos EUA ao Brasil: 'Exportações serão afetadas', diz Barral

Barral disse que o setor privado já se mobiliza para participar da consulta. Mas ele avaliou que discutir o mérito do relatório, neste momento, tende a ter pouco efeito sobre a decisão americana.

O setor privado já está se mobilizando. Mas agora não vai adiantar muito discutir o mérito. Muitas das análises do USTA são muito superficiais, não levarem em conta as decisões do Brasil, no que se refere, por exemplo, a alguns temas em relação ao OMC, não analisam a legislação do OMC, as normas do OMC aplicáveis, mas o mérito agora provavelmente não vai ser modificado.
Welber Barral

Para o ex-secretário, o caminho mais provável para reduzir o impacto passa por ampliar exceções com base no interesse do mercado americano, mostrando que certos itens são necessários ao consumidor e à indústria dos EUA e não têm substitutos locais.

O que pode acontecer é exclusão de novos produtos, desde que sejam necessários ao consumidor americano, sejam necessários para a indústria americana, não tenham substitutos nos Estados Unidos. Então, é sempre sobre a ótica agora do mercado americano para que você possa ter mais exclusões. E elas vão ser pontuais.
Welber Barral

Ele afirmou que uma reversão mais ampla dependeria de negociação direta entre os dois governos, envolvendo diferentes áreas dos dois países. "A negociação sempre é possível", disse, ao comentar se haveria clima para conversas.

A não ser, claro, que haja uma negociação entre Brasil e Estados Unidos até lá. Essa é uma negociação governo a governo. Vai envolver desde a Casa Branca, o Departamento de Estado, o USPR, o Departamento de Comércio, cada um deles dando palpites e do nosso lado, Itamaraty, o MIDIC, o Ministério da Fazenda.
Welber Barral

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