Cerca de uma semana depois, nesta quinta-feira (29), a Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) dos EUA informou que abriu uma investigação sobre o caso. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) também anunciou que investigará o incidente.
Em publicação no blog oficial, a Waymo afirmou que vai cooperar com as investigações e disse que o veículo detectou rapidamente a criança e freou bruscamente (veja mais abaixo).
O caso reacendeu preocupações sobre a segurança dos táxis-robôs, cujo número vem crescendo nos Estados Unidos.
O Comitê de Comércio do Senado americano já tinha marcado para 4 de fevereiro uma audiência sobre carros autônomos, com a participação do diretor de segurança da Waymo, Mauricio Peña.
Segundo a agência de segurança de trânsito dos EUA, a criança atravessou a rua correndo em direção à escola, surgindo por trás de um SUV estacionado em fila dupla. O atropelamento ocorreu durante o horário de entrada e saída dos alunos.
A agência informou que havia outras crianças, um guarda de trânsito e vários veículos estacionados em fila dupla na região.
Segundo a empresa, o carro autônomo detectou a criança assim que ela apareceu e reduziu a velocidade de cerca de 27 km/h para menos de 10 km/h antes do impacto.
A Waymo afirmou ainda que simulações indicam que um motorista humano totalmente atento, na mesma situação, teria atingido o pedestre a cerca de 22 km/h.
Veículo autônomo da Waymo em Los Angeles, na Califórnia — Foto: Alexandre Lopes/g1 Santos
Após a colisão, segundo a empresa, a criança se levantou, caminhou até a calçada e a Waymo acionou o serviço de emergência 911. O veículo permaneceu parado e só deixou o local após liberação da polícia.
A NHTSA iniciou uma avaliação preliminar para apurar se o veículo operava com cautela adequada, considerando a proximidade com a escola e a presença de pedestres vulneráveis.
A agência disse que vai analisar o comportamento esperado do veículo em zonas escolares, incluindo respeito aos limites de velocidade, além da resposta da empresa após o impacto.
No mesmo dia do acidente, o NTSB abriu outra investigação envolvendo a Waymo após robôs-táxi da empresa ultrapassarem ônibus escolares parados em Austin, no Texas, pelo menos 19 vezes desde o início do ano letivo.
Em dezembro, a Waymo fez recall de mais de 3 mil veículos para atualizar o software que permitia ultrapassagens indevidas de ônibus escolares durante embarque e desembarque de alunos — situação que aumenta o risco de acidentes. A NHTSA já havia aberto uma investigação sobre o tema em outubro.
A Waymo afirmou que não houve colisões nesses casos.
O Distrito Escolar Independente de Austin informou que cinco incidentes ocorreram em novembro, mesmo após atualizações de software.
O sistema escolar chegou a pedir que a empresa suspendesse as operações perto das escolas nos horários de entrada e saída dos alunos, mas disse à Reuters que a Waymo recusou o pedido.

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1 mês atrás
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