Ferramentas de inteligência artificial reproduzem estereótipos políticos ao criar caricaturas de líderes brasileiros na tendência que viralizou nas redes sociais.
Em testes feitos pela Folha nesta quarta (11), o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google, geraram imagens do presidente Lula (PT), do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com elementos que remetem a controvérsias associadas a cada um. No caso de Jair Bolsonaro, o teste teve resultado apenas no ChatGPT.
A dinâmica consiste em pedir ao chatbot que crie uma caricatura "com base em tudo o que ele já sabe" sobre determinada pessoa. A trend ganhou as redes nas últimas semanas com usuários que compartilham os desenhos de si mesmos, mas, quando aplicada a figuras públicas, as ferramentas recorrem a associações de seus dados de treinamento.
No ChatGPT, a caricatura de Lula traz o presidente com charuto na mão e notas de dinheiro. Ao fundo, aparecem o Cristo Redentor, o Congresso Nacional e a estrela vermelha do PT.
A imagem do ex-presidente Bolsonaro gerada pela mesma ferramenta o mostra com faixa presidencial, uma arma nas costas, helicóptero militar, soldados e fogo ao fundo.
Para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o ChatGPT gerou uma caricatura com faixa presidencial, espeto de churrasco, maços de dinheiro, uma arma e uma placa com a inscrição "senador".
O Gemini, do Google, também criou uma caricatura de Flávio. A imagem mostra o senador com uma barra de chocolate e um balão de fala com a frase "É só rachadri[n]ha do bem!", ao fundo, há um cofre aberto com dinheiro e sacos com cifrões, fazendo referência a franquia da loja de chocolates Kopenhagen do senador que foi alvo de investigação, no contexto de suposto esquema de desvio de salários de assessores pelo qual Flávio chegou a ser denunciado. Em 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou provas da investigação.
A ferramenta do Google também produziu uma caricatura de Lula. Nela, o presidente aparece com um balão de fala, em que se lê a frase "O Brasil feliz de novo!", e segura um documento com palavra que parece fazer referência à palavra democracia (está escrito "demorccia") diante de imagem do Congresso Nacional.
Apesar de ter gerado caricaturas de Lula e de Flávio , quando recebeu o mesmo pedido para Jair Bolsonaro, o Gemini se recusou a responder. "Essa pode ir contra as minhas diretrizes. Tem outra ideia em que eu possa ajudar?", afirmou o chatbot.
Procurados pela Folha, o Google e a OpenAI não emitiram posicionamento até a publicação deste texto.
A política de uso da OpenAI proíbe o uso da imagem de pessoas em casos que se causa a "confusão sobre a autenticidade da imagem".
Na página de diretrizes do Gemini, o Google reconhece que a ferramenta pode "refletir pontos de vista limitados ou apresentar generalizações excessivas" por influência dos dados em que foi treinada. Entre as restrições ao uso da IA generativa do Google, está a de não se envolver em "atividades de desinformação, deturpação ou enganosas".

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