O mercado está ansioso para que Trump esclareça de vez o que será do novo tarifaço. Na última sexta (20), ele assinou um decreto impondo tarifa extra de 10% sobre os produtos importados de todos os países que não fecharam acordo bilateral. No dia seguinte, porém, Trump disse em rede social que a sobretaxa seria de 15%, o que não aconteceu na prática, já que a alfândega obedece apenas ao que é publicado em decreto.
A expectativa é que Trump desista do reajuste ou anuncie no discurso a publicação de um novo decreto subindo a cobrança para 15%. Esse decreto é conhecido como Proclamação Presidencial, e tem validade de 150 dias. "Acho que isso [incerteza] só aumenta o caos e a confusão", diz o analista do banco de investimentos ING, Carsten Brzeski.
O risco de uma verdadeira escalada para uma guerra tarifária é claramente maior do que no ano passado.
Carsten Brzeski, analista econômico à rede britânica BBC
Uma fonte sob anonimato garante que Trump não desistiu do reajuste. Uma autoridade disse que o governo está trabalhando para elevar a tarifa porque Trump "não mudou de ideia" sobre seu desejo de uma taxa de 15%, segundo a Reuters.
A Proclamação Presidencial é exigida por uma lei antiga. A Seção 122, da Lei de Comércio de 1974, permite ao presidente dos EUA aumentar as tarifas de importação em até 15% sem precisar do Congresso, mas para isso é necessário assinar uma espécie de decreto, chamado de Proclamação Presidencial. Trump assinou esse decreto na última sexta-feira (20), mas com taxa de 10%. Após a ameaça de sábado, de tarifar em 15%, espera-se que Trump anuncie a qualquer momento qual será a taxa definitiva.
Esses decretos devem ser contestados na Justiça. É que a Seção 122 nunca foi usada na história americana porque ela autoriza o presidente a dispensar o Congresso para impor tarifas apenas quando os EUA enfrentam "problemas fundamentais de pagamentos internacionais". Embora Trump tenha justificado o uso da Seção 122 ao déficit comercial "grande e sério" e ao rombo de US$ 26 trilhões no saldo entre investimentos americanos no exterior e investimentos estrangeiros nos EUA, não há sinais de que o país tenha perdido a capacidade de honrar suas dívidas.

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