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Trump diz que 'EUA atacarão o Irã com muita força' e assumirão controle do petróleo e gás do país

Em post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela, após a prisão de Nicolás Maduro:

"Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu.

Esta será a terceira noite seguida de ataques norte-americanos ao território iraniano apesar do cessar-fogo vigente entre os dois países.

EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã pela segunda noite seguida

EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã pela segunda noite seguida

O Irã anunciou nesta quinta-feira (11) que o Estreito de Ormuz está completamente fechado "até novo aviso".

Em comunicado na manhã desta quinta, o Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou os ataques, afirmando que as ofensivas norte-americanas tornaram o cessar-fogo de quase dois meses “praticamente sem sentido”.

"Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante... mas também tornam o cessar-fogo praticamente sem sentido”, declarou o ministério.

A nota diz ainda que “a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos”.

Em retaliação aos bombardeios americanos, o Irã atacou dois navios. A embaixada da Índia em Omã informou que tomou conhecimento de um incidente envolvendo uma embarcação próximo ao porto de Shinas, no país, ocorrido nesta quinta-feira.

A agência de notícias iraniana Tasnim afirma que três marinheiros morreram. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Índia afirma que havia 20 indianos a bordo da embarcação e que todos estão em segurança.

Ao anunciar os novos ataques, na noite desta quarta, o Comando Central dos EUA disse que eles tinham como alvo as capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas

"Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã. As forças americanas permanecem vigilantes, letais e prontas para agir", afirmou.

À rede de TV Fox News, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que caças americanos estavam operando nos céus do Irã. Ele afirmou ter conversado com autoridades iranianas nesta quarta, que supostamente "teriam pedido para que os bombardeios parassem". Ele disse que Israel não estava envolvido na missão e não descartou novas ações militares no país.

Teerã negou que tais conversas tenham ocorrido.

Segundo a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), as forças do país realizaram ataques retaliatórios à Quinta Frota dos EUA, cuja base fica no Bahrein.

"Forças do IRGC atingiram e destruíram dezoito alvos importantes pertencentes ao exército americano nas bases aéreas de Ali Salem e Ahmad Al-Jaber, além da base aérea de Sheikh Isa, durante duas ondas operacionais", diz um comunicado.

Explosões foram ouvidas em Manama, a capital barenita, e em Hamad Town.

O Ministério do Interior do Bahrein informou que os ataques deixaram uma criança de 11 anos ferida. Veículos pegaram fogo e casas foram danificadas devido à queda de destroços de drones interceptados.

A Defesa Civil e o Serviço Nacional de Ambulâncias tomaram as medidas necessárias, segundo a pasta.

Um bombeiro trabalha após ataques de drones iranianos, segundo o Ministério do Interior do Bahrein , em um local indicado como Bahrein, nesta imagem divulgada em 11 de junho de 2026. Ministério do Interior do Reino do Bahrein — Foto: Ministério do Interior do Reino do Bahrein

As agências estatais iranianas reportaram diversas explosões em Bandar Abbas, Minab, Kargan e em Sirik, cidades portuárias na região do Estreito de Ormuz, e que defesas aéreas foram ativadas em Isfahan. A agência Mehr falou em "combates no mar" entre forças iranianas e norte-americanas, porém não deu mais detalhes.

Uma autoridade norte-americana afirmou ao site Axios que todos os alvos atingidos estão no sul do Irã e incluem sistemas de defesa aérea, radares e unidades de comando e controle de drones.

Quase duas horas após o ataque dos EUA, o governo iraniano voltou a dizer que o Estreito de Ormuz está fechado para qualquer tipo de navio, e que atirou contra duas embarcações que disse estar violando seu bloqueio.

O ataque dos EUA ocorreu horas após o presidente Donald Trump ter dito que seu Exército voltaria a atacar o Irã "ainda hoje". O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que os bombardeios seriam "fortes claros" e atingiriam "instalações-chave" do Irã. Hegseth, no entanto, não deu detalhes sobre quais instalações são essas.

Ainda segundo Hegseth, os ataques desta quarta avançariam os interesses militares dos EUA no Oriente Médio e ajudariam Washington a alcançar uma solução diplomática da guerra. O Irã afirmou mais cedo, no entanto, que o país não negocia sob ameaças.

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