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Trump diz que falará com Putin e Zelensky na segunda

Trump disse que falará com os dois líderes sobre "o banho de sangue" da guerra, que já dura mais de três anos, e tentará chegar a um ponto comum. E sobre possíveis acordos comerciais.

"Os assuntos da ligação (telefônica) serão: parar o 'banho de sangue' que está matando, em média, mais de 5.000 soldados russos e ucranianos por semana. E o comércio", disse Trump em uma postagem em sua rede social Truth Social neste sábado.

O Kremlin confirmou que a ligação entre Trump e Putin ocorrerá na segunda.

Em paralelo, os chefes da diplomacia russa, Sergei Lavrov, e americana, Marco Rubio, conversaram já neste sábado por telefone para "trocar pontos de vista sobre os resultados" das negociações em Istambul, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Kiev queria que uma trégua imediata fosse fechada no encontro de sexta-feira, mas as duas partes apenas trocaram exigências para uma nova rodada de negociações.

Uma fonte da delegação da Ucrânia afirmou à agência de notícias Reuters neste sábado que a comitiva russa exigiu, como condição para o cessar-fogo, que Kiev abra mão das regiões da Ucrânia atualmente ocupadas pela Rússia — cerca de 20% do território ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já disse que não abrirá mão dessa parte de seu país. Nesta semana, Zelensky se queixou da ausência de Putin nas negociações e desistiu de participar depois de saber que seu homólogo não iria.

Kremlin 'aberto' a encontro Zelensky-Putin

Também neste sábado, o Kremlin disse que está "aberto" à possibilidade de uma reunião entre Putin e Zelensky, que seria a primeira entro os dois líderes após o início da guerra, que já dura mais de três anos.

"Acreditamos que seja possível, mas somente se for resultado do trabalho entre ambos as partes e após chegarmos a alguns resultados na forma de acordo", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas.

1º encontro termina sem cessr-fogo

Representante de Ucrânia e Rússia chegam à Turquia para negociação de paz

Representante de Ucrânia e Rússia chegam à Turquia para negociação de paz

Sem Putin e sem Zelensky, delegações da Ucrânia e da Rússia se reuniram nesta sexta-feira (16), em Istambul, para o primeiro cara a cara direto na tentativa de coloca um fim na guerra na Ucrânia. Sem cessar-fogo, os dois lados concordaram em uma troca histórica de prisioneiros (leia mais abaixo).

As comitivas dos dois países não fecharam um acordo para um cessar-fogo, como queria a Ucrânia, mas a Rússia se disse "satisfeita" e afirmou que, agora, cada lado apresentará "sua visão para um futuro cessar-fogo". Os dois lados, afirmou ainda Moscou, chegaram a um entendimento para "continuar as negociações".

Apesar das incertezas por conta da ausência dos dois presidentes, as delegações conseguiram sair do encontro com um acordo fechado: ambos farão a maior troca de prisioneiros desde o início da guerra. Segundo o ministro da Defesa ucraniano, que liderou a comitiva de seu país, cada lado devolverá 1.000 presos com nacionalidade do país inimigo. O governo russo confirmou a informação.

Segundo Kiev, os dois lados discutiram um cessar-fogo, mas sem resolução final, como queria o governo ucraniano, e falaram também da possibilidade de um novo encontro com a presença dos dois presidentes. De qualquer maneira, as comitivas disseram que voltarão a se reunir em breve.

O encontro, marcado pela ausência dos dois líderes, aconteceu em Istambul, na Turquia, e durou menos de duas horas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que sua comitiva tinha autorização para tomar decisões e foi ao encontro pedindo um cessar-fogo imediato. Após o fim do encontro, Zelensky afirmou que seu país "está pronto para um rápido cessar-fogo".

O líder ucraniano voltou a criticar a comitiva russa e disse sua delegação foi ao encontro "para pelo menos descobrir se aqueles russos realmente tinham condições de decidir alguma coisa".

"Todos perceberam que a delegação russa em Istambul era de nível muito baixo. Nenhum deles era realmente alguém que toma decisões na Rússia. Mesmo assim, enviei nossa equipe, liderada pelo Ministro da Defesa da Ucrânia, para pelo menos descobrir se aqueles russos realmente tinham condições de decidir alguma coisa", disse Zelensky.

Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, e Chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak, caminham antes das conversas trilaterais entre Turquia, EUA e Ucrânia, em Istambul, Turquia, em 16 de maio de 2025 — Foto: Arda Kucukkaya/Ministério das Relações Exteriores da Turquia/Reuters

A conversa aconteceria na quinta-feira (15), mas foi adiada após incertezas sobre a presença dos dois líderes. Mas a ausência dos presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky dificultou a obtenção de um acordo, apesar da pressão da comunidade internacional por um cessar-fogo.

Sem os líderes, as discussões, mediadas pelo ministro turco das Relações Exteriores, Hakan Fidan, terão agora a participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, do embaixador dos Estados Unidos em Ancara, Tom Barrack, e do representante especial dos EUA para a Ucrânia, Keith Kellogg.

A Ucrânia enviou o chefe do gabinete presidencial, Andriy Iermak, e os ministros da Defesa e das Relações Exteriores, Roustem Oumerov, além de Andriy Sybiga, segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores da Turquia.

A prioridade de Kiev é obter um "cessar-fogo incondicional" de Moscou, disse Iemark na sexta-feira antes das negociações. "A delegação ucraniana está hoje em Istambul para chegar a um cessar-fogo incondicional: esta é a nossa prioridade", disse Andriy Yermak, braço direito de Volodymyr Zelensky.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que chegou a Istambul na manhã desta sexta, afirmou não ter "grandes expectativas". Ele reconheceu que a equipe russa enviada por Vladimir Putin está "abaixo do nível esperado".

A delegação russa foi liderada por Vladimir Medinski, ex-ministro da Cultura e atual conselheiro de Putin, considerado pouco influente no governo. O presidente russo chegou a propor negociações diretas, mas, após ser desafiado por Zelensky a comparecer pessoalmente a Istambul, desistiu do encontro.

Trump, que pressiona os dois países por um acordo de paz, afirmou na quinta-feira (15) que poderia viajar à Turquia nesta sexta-feira, caso houvesse progresso nas negociações.

Na quinta-feira, Zelensky disse que delegação russa não passava de "fachada" e que foi chamado de “palhaço” pelos representantes russos.

Medinski, o chefe da delegação russa, defende que as novas conversas sejam uma continuação das negociações bilaterais iniciadas em 2022. Ele afirmou estar disposto a "possíveis compromissos", sem dar maiores detalhes, e garantiu que sua delegação tem "todas as prerrogativas" para tomar decisões — o que Zelensky questiona.

Desde o início da invasão, o Kremlin exige que a Ucrânia renuncie à adesão à Otan, abandone quatro regiões parcialmente controladas pela Rússia, incluindo a Crimeia, anexada em 2014, e interrompa o recebimento de armas ocidentais.

Zelensky foi recebido na quinta-feira (15) em Ancara pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e reiterou estar "pronto" para negociações diretas com Putin. Ele disse que a ausência do presidente russo era "uma falta de respeito" em relação a Trump e Erdogan.

Ucrânia aceitou negociar uma trégua na guerra com a Rússia que já dura mais de 3 anos

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