1 dia atrás 7

Trump nega que montagem de IA publicada por ele o retrava como Jesus: 'Era como médico'

"Não era uma representação disso. Eu publiquei, e achei que era eu como médico. Tinha a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos — e só a imprensa falsa poderia inventar essa interpretação", afirmou após ser perguntado por jornalista.

Na imagem gerada por IA, Trump é retratado com uma túnica branca, assim como Jesus geralmente é representado, abençoando um homem doente. Um brilho nas mãos do presidente sugere um caráter divino. Ao fundo aparecem a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, caças de guerra, gaviões e o que parecem ser divindades. (Veja na imagem acima)

A publicação com a imagem não aparecia mais nas redes sociais do presidente dos EUA na tarde desta segunda, e a exclusão do post foi confirmada pela mídia norte-americana. O repórter Aaron Blake, da TV CNN Internacional, afirmou que "até mesmo alguns aliados de Trump classificaram [a imagem] como blasfêmia".

Trump recebeu uma chuva de críticas de diversos setores e autoridades dentro e fora dos EUA, inclusive de sua base de apoio Maga ("Façam os EUA grandes novamente" em português), por conta da publicação.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Veja os vídeos que estão em alta no g1

A ex-deputada Marjorie Taylor Greene disse que a imagem "é mais do que blasfêmia, é o espírito do antiCristo". Outras figuras influentes do movimento conservador nos EUA que também criticaram Trump foram o coapresentador da Fox News Joey Jones e os ativistas Brilyn Hollyhand e Riley Gaines.

Políticos do Congresso dos EUA, como o deputado Jim McGovern, também repudiaram nas redes sociais a montagem de IA. O governador da Califórnia —e principal opositor de Trump—, Gavin Newsom, reagiu à exclusão do post: "Agora delete sua presidência".

A influencer de extrema direita Laura Loomer, que também é conselheira de Trump, saiu em defesa do presidente dos EUA e afirmou que "pessoas surtando por causa de um meme precisam se acalmar".

A Casa Branca não se manifestou de forma oficial sobre a publicação até a última atualização desta reportagem.

Trump, que não frequenta a igreja regularmente, conquistou ampla maioria dos eleitores cristãos na eleição de 2024. Ele também avançou entre eleitores católicos, que o apoiaram por 56% a 42%, após uma divisão mais equilibrada em eleições anteriores, segundo análise de Ryan Burge, professor de ciência política da Universidade de Washington e ex-pastor.

Após sobreviver por pouco a uma tentativa de assassinato em julho de 2024, alguns apoiadores evangélicos disseram que isso era uma prova de que ele havia sido abençoado por Deus.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro