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Trump quer pedir a países árabes que ajudem a pagar pelos custos da guerra, diz Casa Branca

O presidente dos EUA, Donald Trump, está interessado em pedir a países árabes que ajudem a pagar pelos custos de sua guerra com o Irã, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta segunda-feira (30).

"Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, quem está pagando por essa guerra? Será que esses países árabes se dispuseram a contribuir? Bem, acho que é algo que o presidente (dos EUA, Donald Trump) tem bastante interesse em solicitar que fizessem. Vou me antecipar a ele nesse ponto, mas certamente é uma ideia que sei que ele tem, e algo que acredito que vocês ouvirão falar mais", declarou Leavitt durante entrevista à imprensa na Casa Branca.

Esta foi a primeira vez que o governo dos EUA fala em dividir os custos da guerra que iniciou no Irã. Leavitt afirmou, como justificava, que os países árabes também contribuíram na Guerra do Golfo, de 1990. Na ocasião, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a entrada dos EUA e uma coalizão com países árabes no conflito.

"Em relação aos custos financeiros da guerra, durante a Guerra do Golfo Pérsico de 1990-1991, os países árabes arcaram com a grande maioria das despesas".

Também nesta segunda, o Irã voltou a protestar contra a proposta dos Estados Unidos para finalizar a guerra entre os dois países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, chamou as propostas norte-americanas de "fora da realidade, desproporcionais e excessivas" e questionou se o governo Trump leva as negociações a sério.

Ainda assim, Leavitt disse, na entrevista desta segunda, que as negociações "estão indo bem" e alegou que "o que é dito (pelo Irã) em público não é o mesmo que é dito no privado ".

"Não tivemos nenhuma negociação direta com os EUA até o momento. O que houve foram mensagens recebidas por meio de intermediários, indicando o interesse dos EUA em negociar. Não sei quantos, nos EUA, levam a sério a alegada diplomacia americana! O Irã teve sua posição clara desde o início da guerra, ao contrário da outra parte. O que nos foi transmitido foram demandas excessivas e fora da realidade", afirmou Baghaei.

Em publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano também disse que um "novo e mais razoável" regime está no comando do Irã, apesar de não haver indicação de que tenha ocorrido uma mudança de regime em Teerã mesmo com os assassinatos a autoridades de alto escalão em meio à guerra entre os dois países.

"Os Estados Unidos estão em negociações sérias com um NOVO, E MAIS RAZOÁVEL, REGIME para encerrar nossas operações militares no Irã. Grande progresso foi feito, mas, se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve —o que provavelmente acontecerá— e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', encerraremos nossa 'agradável' permanência no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que deliberadamente ainda não “tocamos”. Isso será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou ao longo dos 47 anos de 'reinado de terror' do antigo regime", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.

No domingo (29), Trump disse que as negociações com Teerã estavam progredindo, uma contradição com a fala de Baghaei. O líder norte-americano disse ao jornal "Financial Times" no domingo que as negociações indiretas com Teerã, que ocorrem com intermédio do Paquistão, estavam avançando bem e afirmou que "um acordo pode ser feito rapidamente".

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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026. — Foto: Evan Vucci/Reuters

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