A avaliação no Palácio do Planalto é que o presidente Lula não vai voltar a discutir o decreto, agora revogado, que incluía trechos de rios amazônicos no programa de concessões de hidrovias do governo federal.
O texto foi revogado após fortes protestos de indígenas da região do Tapajós, no Pará. Havia previsão de manifestações em várias cidades do país, inclusive, em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília.
Como o Painel mostrou, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, negociou a revogação diretamente com o presidente Lula, que estava na Ásia, e provocou a ira de colegas na Esplanada.
Depois do embate gerado dentro do governo, interlocutores do presidente avaliam que o assunto está "morto e enterrado" e não volta a ser discutido neste ano.
A avaliação é que a tensão estava crescendo e poderia haver uma ruptura do governo com uma base social importante em ano eleitoral, o que um aliado classificou como inaceitável.
O decreto previa a realização de estudos técnicos, ambientais e logísticos para incluir hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização.

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