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Governo gaúcho fará acordo com Universidade de Nebraska para expandir irrigação

De Ithaca, em Nebraska (EUA)

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De Ithaca, em Nebraska (EUA)

A missão gaúcha nos Estados Unidos, com foco na irrigação, já tem um primeiro efeito. O governo gaúcho vai firmar um convênio com a Universidade de Nebraska, referência mundial no setor, para fazer intercâmbio, repasse de tecnologia, muito know-how sobre como fazer gerenciamento de irrigação nas propriedades, para ampliar a área com a tecnologia no setor primário, principalmente em milho e soja.

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Um convênio de engajamento, que serve para preparar um acordo maior e final, vai ser firmado até esta sexta-feira (24) com o Daugherty Water for Food Institute (DWFI). A ideia é ter suporte de tecnologia e conhecimento para acelerar a expansão da área coberta por irrigação, usando tanto águas superficiais como as subterrâneas. No Rio Grande do Sul, hoje, apenas 4% das lavouras de milho e soja são irrigadas.

O vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, que lidera a missão, informou que o termo será assinado entre o DWFI e o governo gaúcho, por meio da Invest RS. O objeto é transferência de tecnologia para instituições que atuam com o setor do agronegócio, como Emater, Irga e Secretaria de Meio Ambiente. "Teremos acesso a informações do instituto, que tem dados do mundo inteiro, o que será importante para os planos que temos em irrigação", aposta Souza. 

Entre os focos, estão projetos nas áreas de manejo e gestão sustentável de recursos hídricos, produção, tratamento e análise de dados agrícolas e hídricos, intercâmbio de experiências e benchmarking institucional, desenvolvimento de estratégias e tecnologias de irrigação, pesquisa aplicada e inovação tecnológica, bem como capacitação técnica e intercâmbio de especialistas. O diretor da Invest RS, Rodrigo Ribeiro, cita que um dos aspectos é a confidencialidade de todas as informações que venham a ser trocadas, a menos que haja autorização para divulgação, prevista no termo que será formalizado.

Um dos recados que foi dado para a comitiva gaúcha é que é preciso usar o recurso hídrico na medida em que é necessário e não mais. Por quê? Além do custo ser maior (energia, por exemplo), há o desperdício de um recurso extremamente vital hoje para diversos usos. A comitiva visitou o Campo de Sequestro de Carbono do Centro CSP2, ligado à Universidade, em unidade em Ithaca. No local, o foco é medir todo o desenvolvimento da planta, com uso de irrigação por pivôs, e emissões de gases.    

O exemplo de Nebraska é decisivo porque, no estado do meio-oeste americano, a cobertura é de 13% das lavouras. Nas regiões que a comitiva gaúcha já visitou, o uso de irrigação chega a ser de 90% ou mais da área cultivada.

Pivôs para fazer a disseminação da água são item obrigatório da paisagem. No estado norte-americano, 85% do recurso hídrico vêm de fonte subterrânea. No Rio Grande do Sul, as culturas coletam água superficial, entre fontes como barragens e rios.

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